|
República de Colombia, tem como capital Santafé de Bogotá, faz fronteira ao norte com o Panamá e o mar do caribe, a leste com Venezuela e Brasil, ao sul com o Peru e Equador, e a oeste com o Oceano Pacífico. É o único país da América do Sul com litoral tanto no Oceano Atlântico quanto no Oceano Pacífico. Geograficamente belo, faz parte da Cordilheira dos Andes que se estende de norte a sul e, ainda, sobre a costa do Caribe se encontra a "Sierra Nevada de Santa Marta" com pontos bastantes elevados, como o pico Cristóbal Colón (5.776 msnm) e Simón Bolívar (5.535 msnm). País considerado quente, mas, na sua parte serrana, as temperaturas baixam razoavelmente.
É o primeiro produtor mundial de esmeraldas entre outros minerais. A Colômbia abriga 10% da flora e fauna combinada do mundo, incluindo espécies ameaçadas e exóticas. Lidera o planeta com suas 1.700 espécies de aves, a região de El Chocó é uma das áreas mais ricas do planeta por sua diversidade botânica e, apesar de sua extensão territorial equivaler a 10% do território brasileiro, tem quase a mesma quantidade de espécies animais.
Resultado da mescla de espanhóis e europeus, africanos e índios e mais tarde uma imigração de árabes, o povo colombiano é um espetáculo de educação e simpatia, são altamente prestativos. O idioma predominante é o espanhol, mas há mais de 60 dialetos indígenas.
Depois do Brasil, a Colômbia é o segundo maior produtor de café, onde maior parte é importada pelos Estados Unidos, mas há outras produções consideráveis, como: cana de açúcar, banana, tabaco, algodão e flores tropicais.
A moeda é o peso colombiano - 1700 pesos = U$1,00 Diesel = R$ 1,60
Existe uma propaganda na Colômbia que diz o seguinte: "El unico riesgo de viajar por Colombia es querer quedarse". (O único risco de viajar pela Colômbia é querer ficar!) A Colômbia é fantástica e o povo mais ainda, quem não conhece não sabe o que está perdendo!!!! TOLICE É VIVER SEM AVENTURA!!!! |
|
____________________________________________________________________________________________________________ DO DIA 09-01-08 AO DIA 15-01-08 ____________________________________________________________________________________________________________
SANTAFÉ DE BOGOTÁ - CUNDINAMARCA - 09-01-08 - Quarta
...Chegamos à Colômbia às 11:10h. Curiosos e ansiosos para conhecer o tão temido país...
O aeroporto de Bogotá está todo em obras e, por isso, não conseguimos informação turística, acabamos indo para um hotel sem pesquisarmos preço. Era um bom hotel, porém um pouco caro, decidimos ficar aquele dia e procurar por outro na área central, já que estávamos bastante longe do centro e mais próximo do aeroporto.
Deixamos nossas coisas no hotel e pegamos um táxi até o "Cerro de Monserrate", a seus 3.152 m de altitude, está elevada a Basílica de Monserrate, onde vão a peregrinar numerosos colombianos, dentre restaurantes e artesanatos. Sentimos o efeito da altitude, pois tínhamos acabado de sair do nível do mar. Ao subirmos de bondinho, pois o funicular (trem) só funciona na parte da manhã, caminhamos pelo morro, onde se tem uma visão espetacular da cidade, realmente bela, almoçamos uma comida típica, fantástica!!!!! E, logo, descemos para caminhar pelas ruas históricas de Bogotá.
Santafé de Bogotá é a capital cultural, econômica e política da Colômbia. Com aproximadamente 7 milhões de habitantes, está situada a uma altitude de 2.640 m, no centro do país, dentro da "Sabana de Bogotá" que é um vale da Cordilheira Oriental dos Andes. Ela é constituída por uma parte moderna e seus arranha-céus e pelo charmoso "Casco Antiguo" ou "Bogotá Viejo", com suas ruas estreitas, varandas e igrejas antigas.
Caminhamos pelas belas ruas do bairro Candelária, o mais famoso da cidade por seus casarios antigos e bem preservados e, também, onde fundaram as primeiras doze "chozas" (choupanas) da capital. Passamos pela praça principal, Símon Bolívar, sede das instituições mais representativas da nação e da cidade, inclusive a casa do Presidente, pela Biblioteca Nacional, visitando uma exposição fotográfica, pelo Museu "Donación de Botero", são 123 obras doadas pelo próprio artista colombiano Fernando Botero (ver em Educação sem Fronteiras), pela Casa da Moeda, onde é possível ver uma máquina antiga de cortar moeda ainda em funcionamento e uma coleção de mais de 3500 obras. Ainda conta com várias peças de arte religiosa do século XVIII, coleção de moedas, medalhas e bilhetes, percebemos muitas mudanças no dinheiro colombiano. E, depois de toda esta cultura, fomos experimentar o famoso e delicioso café colombiano. Na verdade, os cafés de Bogotá são irresistíveis, principalmente para nós que somos fãs!!!! E, ainda, estava um friozinho muito gostoso, agradabilíssimo.
Também, aproveitamos para procurar um outro hotel, na verdade era elas por elas, pois a cidade é cara, mas ao menos estávamos melhor localizados, reservamos o Hotel Colonial para amanhã. ____________________________________________________________________________________________________________
SANTAFÉ DE BOGOTÁ - CUNDINAMARCA - 10-01-08 - Quinta
...Mais uma vez, táxi, estamos com saudades do Thor, nosso amigão! Bem cedo, chegamos ao hotel, deixamos nossas coisas e fomos caminhar pela cidade, desta vez, ao centro de Informação turística, por aqui há muito o que conhecer, mas devido ao curto tempo, nos restringimos a área central.
Hoje, fomos ao museu do ouro, tido como o maior museu de ouro do mundo, mas estava em obras e parte de suas relíquias estão no Museu da Casa da Moeda, onde já visitamos. Também fomos à casa do Presidente, o "Palacio de Nariño", construído em 1905 sob a administração do General Rafael Reyes e adquirido pelo governo em 1888. Almoçamos pelo centro e, mais tarde, fomos ao "Centro Colombiano de Artesanías", havia artigos belíssimos, mas infelizmente, eram muito caros - esta cidade bateu o recorde na alta dos preços.
Novamente, tomamos aquele café maravilhoso e voltamos ao hotel à noite. Preparamos nossa bagagem, para amanhã madrugar e pegar o vôo para Cartagena ao encontro do nosso Thor. ____________________________________________________________________________________________________________
SANTAFÉ DE BOGOTÁ - CUNDINAMARCA - 11-01-08 - Sexta
...Chegamos ao aeroporto às 5:30h para comprar as passagens para vôo das 7:45h. Acreditem se quiser, mas o rapaz da empresa aérea conseguiu fazer a maior confusão, marcando o nosso vôo para as 11:30h. Ah, não! Não madrugamos para embarcar na hora do almoço!!!!! Volta o Cláudio lá, neste meio tempo a nossa bagagem já havia sido despachada, para fazer a troca. Ufa, conseguiu!!!!! E, segundo eles a bagagem vai para o vôo certo.
Embarcamos na hora certa, chegamos às 9:40h e, a nossa bagagem chegou intacta, mas a partir daí começa a novela para a liberação do carro.
1 - Fomos direto à Aduana para saber dos procedimentos da retirada do carro. Nem fomos procurar hotel e, com nossas malas, pegamos um táxi e nos dirigimos direto ao porto "Muelle El Bosque", no guichê da empresa "Seaboard", pegar o original do BL (Bill of Landing), de posse do BL, para nossa surpresa, nos informaram que o Thor já havia chegado;
2 - Pegamos outro táxi e fomos à Aduana (DIAN - Divisão de Impostos e Aduanas Nacionais) fazer o documento de importação temporária, como estava impossível andar com aquelas malas, fiquei sentadinha na recepção e o Cláudio foi resolver a situação.
3 - Mandaram ele à outra sede, DIAN Cargas, mais ou menos 500 m dali, para fazer o documento, foi caminhando embaixo de um sol e calor escaldante, chegando lá foi saudado pelos brasileiros que já havíamos encontrado no Panamá e que estavam fazendo o mesmo desembaraço;
4 - Com o documento voltou ao local onde eu estava depois de umas três horas, neste tempo, já havia feito até as minhas unhas, todos que passavam ficavam me olhando... pensam que me preocupei? Não estava nem aí... quando as oportunidades surgem, temos que aproveitá-las!
5 - Dali, juntos, pegamos mais um táxi para retornar ao porto "El Bosque", novamente com as malas sentei-me para esperar e, o Cláudio, foi à Central de Documentos e, ali, descobriu que estavam descarregando o navio, portanto não podiam retirar o Thor ainda. Pediram para retornar às 15h.
6 - Neste meio tempo, chegaram os brasileiros, eles são a alegria em pessoa... descobrimos que os hotéis estão lotados e são caríssimos, acima de 300 Reais, resolvemos ficar no mesmo que eles, que não era nada bom (segundo eles mesmos), antes um assim que nenhum. Lá fomos nós para o Hotel que eles nem sabiam o nome e mal a direção, disseram que se chamava Hotel São Marcos, nós cinco, dentro de um táxi velho que nem fechava a porta direito, são uns "figuraças", ríamos muito, morrendo de calor, fui eu na frente e eles quase que um no colo do outro, atrás. Depois de algumas erradas, o taxista encontrou o hotel que, na verdade, se chamava Montecarlo. Até que por fora não espantava muito, mas a região não era muito agradável, camelôs por toda parte. Ficamos numa "cobertura", quarto andar, havia elevador mas não funcionava, havia um buraco no banheiro, mas não era janela, havia torneira de água quente, mas só havia água fria, tudo bem estava calor mesmo, havia um pouco de sujeira, mas era só um pouco, uma cama razoável e um ventilador, já bastava para não passarmos tanto calor e, também, havia um restaurante, mas este, fechado pela vigilância sanitária... Enquanto o Cláudio e os meninos voltaram ao porto, eu fui rodar o centro da cidade a procura de um hotel melhor, eles tinham razão... no belíssimo centro histórico era impraticável, o jeito foi nos contentar com o pouco que tínhamos e, na verdade, não era tão pouco assim!
7 - O Cláudio e os meninos retornaram ao porto "El Bosque", na Central de Documentos, descobriram que o container ainda não estava liberado e que deveriam aguardar, no minuto seguinte, o funcionário pediu que fossem ao setor operacional para pedir-lhes que liberassem o container;
8 - Foram ao local indicado, já o funcionário foi até o navio para a tal liberação e, após 20 minutos, disse que estava tudo ok. Agora teriam que voltar novamente à Central de Documentos;
9 - De volta à Central de Documentos, a funcionária preparou a documentação e os encaminhou para a outra fila, esta para calcular o valor das taxas portuárias, em seguida, para fila do banco para o devido pagamento, que foi mais ou menos U$180,00;
10 - Após isto, foram procurar o fiscal da DIAN, mas o mesmo não estava no Porto, apesar de ser o seu plantão e o nosso documento ter o seu nome para fazer a vistoria. Um policial disse que iria fazer, ele mesmo, a vistoria no carro e faria uma anotação no verso do documento, feito isto teriam que voltar à DIAN para o dito fiscal assinar. Há fiscais e fiscais.
11 - Todos juntos, foram em busca do container e não encontraram, deveriam averiguar, no Setor Operacional, onde os mesmos estavam;
12 - De volta ao Setor, o responsável disse que deveriam ir primeiro ao galpão e procurar um outro funcionário para tirar os carros dos "containers";
13 - Ali estavam os "containers", os mesmos já se encontravam abertos, sem que pudessem conferir se os lacres haviam sidos violados, isto fazem com todos, é de praxe, não esperam os proprietários para a abertura. O Cláudio entrou no Thor, o retirou do container e com a ajuda de alguns funcionários do Porto, colocou a caixa e a barraca em cima do carro e os parafusou, um dos funcionários não parava de dizer aos outros que eles eram do Brasil;
14 - Levaram os carros para o estacionamento onde seria feita a vistoria, mas tiveram que deixar as chaves com o tal funcionário;
15 - Foram chamar o policial que iria fazer a vistoria, voltaram ao local em cinco minutos, mas tiveram que ir atrás das chaves, então fez-se a vistoria. Deixou indicado atrás do documento que a vistoria havia sido realizada e que o fiscal responsável poderia assinar, mas tinha que retornar à Aduana para que o mesmo o fizesse, mas já era quase 18h e não tinham a certeza de que o mesmo estaria lá, outra opção era retornar no dia seguinte (sábado), para a tal assinatura.
16 - Como os outros brasileiros ainda não havia terminado, o Cláudio esperou por eles, porque tinham que liberar uma carretinha que só dava trabalho e que, mais tarde, nem puderam entrar com ela no Brasil e tiveram que vender a preço de banana na fronteira com a Venezuela. Sem o visto do fiscal, não seria possível terminar o procedimento no mesmo dia e o restante ficaria para o sábado, mas o Cláudio não deixou a chave do carro como fizeram os outros;
... Aguardem cenas do próximo capítulo...
Cláudio chegou por volta das 18h, fomos jantar e conhecer Cartagena, caminhar por suas belas ruas. Na cidade estava acontecendo o II Festival Internacional de Música Clássica, assistimos a um concerto na praça, o que não foi muito bom, pois havia muito barulho, mas valeu a pena! ____________________________________________________________________________________________________________
CARTAGENA DE INDIAS - BOLÍVAR - 12-01-08 - Sábado
...continuação da Novela:
17 - No Sábado foram todos cedo para a DIAN do bairro El Manga, onde informaram que não havia qualquer fiscal ali, mas que poderiam chegar a qualquer momento, até o meio dia;
18 - Tomaram um táxi até o Porto, já que aí deveria haver um fiscal, chegando lá, o mesmo não havia chegado ainda. Após uma hora chegou o dito cujo, mas, como não era o mesmo fiscal que estava marcado no documento, aquele que deveria estar no dia anterior, ele não poderia assinar. O fiscal tentou localizar o colega, mas foi em vão e os aconselhou a retornar à DIAN Cargas, onde o documento havia sido feito, porque o fiscal estaria lá com certeza;
19 - Tomaram outro táxi e lá chegaram, rapidamente perguntaram pelo fiscal e lhes informaram que o mesmo já havia saído, contaram o caso à funcionária e, a mesma, se limitou a passar o telefone celular do tal fiscal e que não poderia fazer nada. Neste meio tempo, a funcionária que lhes atendeu no dia anterior veio perguntar o que havia acontecido e tentou, ela mesma, contato com o fiscal, mas, por fim, pegou os documentos e trocou o nome do fiscal, colocando o nome do que estava no Porto naquela hora;
20 - Tomaram outro táxi até o Porto e foram correndo falar com o tal fiscal, mas o mesmo não se encontrava em sua sala, correram atrás dele pelo Porto, até que o avistaram, foram falar com ele e, logo, olhou o documento constando o seu nome, disse que agora sim, poderia assinar, mas estava ocupado naquele instante, tinha que fazer uma vistoria distante e tínhamos que esperar, o Cláudio argumentou sobre o horário, mas ele disse que dava tempo...;
21 - Voltaram até a porta da sala do fiscal e aguardaram uma meia hora até que retornasse, retornou e não os atendeu de imediato, resolvendo outros casos. O Cláudio contestou e o mesmo começou a olhar os documentos, assinou e disse que precisavam da última assinatura, a do chefe da Divisão de Comércio Exterior na DIAN de El Manga;
22 - Saíram dali perto do meio-dia, tomaram outro táxi e chegaram à DIAN antes das 12h, o chefe estava aí e após alguns minutos, saíram com os documentos assinados e, na doce ilusão de que iriam chegar e pegar o carro, ledo engano;
23 - Tomaram o último táxi, voltaram ao Porto "El Bosque" e foram à Central de Documentos, tiveram que enfrentar uma grande fila que não andava, já que todos que ali estavam eram despachantes, eles chegavam à fila e avisavam ao que estava na frente: "ó eu estou atrás de você, já volto logo", e saíam para resolver outra coisa, resultado, a cada minuto chegava um e entrava na frente, dizendo que já estava ali, uma piada. Quando, finalmente, chegou a nossa vez, a funcionária (a mesma do dia anterior) informou que deveriam ir até o Setor Operacional para pegar as chaves e liberar o veículo, O Cláudio argumentou que já possuía as chaves, mas a mesma disse que deveria ir ao dito Setor e que não deveria ter ficado com as chaves;
24 - Voltaram ao Setor pensando que seria apenas uma formalização da entrega das chaves, mas não era bem assim, o funcionário revisou todos os passos e disse que faltava um outro documento da DIAN, o Cláudio insistiu que era somente aquele documento, o funcionário retrucou que não, "todavia falta", ó frase terrível..., o Cláudio mostrou ao funcionário um papel da empresa "Seaboard" onde mostrava todos os passos para a liberação, mas o mesmo não se convenceu e chamou uma pessoa que acabara de entrar na sala, este disse que não faltava mais nada, era apenas este documento, ufa! O funcionário não falou nada, retornou a sua mesa, continuou revisando, e disse: "preciso vistoriar os carros."
25 - Voltaram aos carros, o funcionário checou novamente o numero de chassis e retornaram ao Setor;
26 - De volta ao Setor Operacional o funcionário começou a fazer um novo documento para que pudessem sair do Porto, carimbo aqui, outro ali, sai, retorna, parecia estar com medo de liberar e faltar alguma coisa, mas, finalmente, puderam sair, não acreditaram muito, já esperavam uma tremenda demora na portaria para conferir tudo de novo;
27 - Faltava a tal carretinha dos mineiros..., foram juntos buscar em outro setor do porto, demorou mais de uma hora para que se pudesse tirá-la do local, passando, enquanto aguardavam, vários "containers" carregados sobre suas cabeças e nem um capacete para proteger ....rsrsrs;
28 - Retornaram aos carros para saírem do porto, o Cláudio foi devagar já esperando alguém mandar que parassem, dito e feito, teve que mostrar os papéis, o funcionário conferiu mais uma vez o número do chassis e estava liberado por volta das 15h, não dava para acreditar, estava com o Thor nas ruas de Cartagena... Inacreditável!!!!!!!
Todo o tempo em que o Cláudio ficou resolvendo a liberação do carro, fiquei trabalhando no site. Chegaram ao meio dia, guardamos o carro no estacionamento e fomos almoçar juntos, foi maravilhoso! Os meninos foram descansar e nós fomos caminhar na cidade.
Cartagena de Indias, em torno de 900 mil habitantes, famosa por suas muralhas que foram construídas na época colonial espanhola, é um dos destinos turísticos mais procurados da Colômbia, tanto por nacionais, quanto estrangeiros. Foi fundada em 1º junho de 1533 por Don Pedro de Heredia, a antiga população de Calamarí (nome adotado pelos primeiros nativos), sofreu fortes ataques espanhóis, razão pela qual em 1637 foram levantadas as muralhas que rodeiam a cidade. Tombado como patrimônio histórico da humanidade em 1984, o que justifica, pois seus casarios antigos estão preservados e belos. Se chama "Cartagena de Indias" porque se tornou um forte ponto comercial, assim sendo conhecida como "A Rainha das Índias". Revolucionários nacionalistas liderados por Símon Bolívar, chamado o Libertador, tomaram a cidade dos espanhóis em 1815, perderam neste mesmo ano e recuperaram-na em 1821.
Andar pelas ruas e ver toda aquela arquitetura é realmente encantador, mas não sabemos explicar ao certo, a energia da cidade não nos agradou, existe um forte modismo... Não gostamos de fazer comparações, pois cada lugar tem a sua beleza e particularidade, mas, infelizmente, esperávamos encontrar um povo amigo e acolhedor como em Bogotá, não foi o que encontramos, e nem tampouco, aquele café maravilhoso da Serra Colombiana. ____________________________________________________________________________________________________________
CARTAGENA DE INDIAS - BOLÍVAR - 13-01-08 - Domingo
...Pela manhã fomos curtir mais um pouco a beleza da luz incidindo na arquitetura da cidade, nos despedimos dos mineirinhos e goiano, com a sensação de que ainda iríamos nos encontrar no caminho..., almoçamos e seguimos para Santa Marta. Antes de seguir pelo litoral nos informamos sobre as estradas, tanto a respeito da segurança quanto o melhor caminho a seguir. Tudo ok. Aliás, em nenhum momento sentimos medo ou insegurança em estar neste belo país...
Santa Marta é uma cidadezinha de aproximadamente 400 mil habitantes e uma das mais antigas da Colômbia. Por aqui percebemos um turismo interno bastante forte, simples e sem muitos atrativos, oferece ao turista um pouco de história e está próxima ao Parque Nacional de Tayrona, pois muitos que ficam ali, vão passar o dia nas belas praias do parque.
Nos hospedamos no Hotel Bahia Blanca de frente para a praia, simples e bom preço. Por aqui foi difícil encontrar um lugar para tomarmos um café... snif, snif ____________________________________________________________________________________________________________
SANTA MARTA - MAGDALENA - 14-01-08 - Segunda
...Ao amanhecer, seguimos para o Parque Nacional de Tayrona, paga-se uma taxa para ingressar e tem que dizer que praia quer visitar, pois existe uma praia a "Del Muerto" ou como é bastante conhecida, praia Crystal, com acesso restrito. Ficamos em Neguanje, águas claras, bonita e como uma pequena infra-estrutura, passamos o dia por ali, enquanto eu tomava um belo de um sol, o Cláudio foi caminhando, 30 minutos, até a praia Crystal, pois já havia esgotado o número de pessoas que poderia visitá-la. Não quis me aventurar, pois queria descansar um pouco, ou seja, ficar à toa. O Cláudio gostou da praia, a achou linda, porém estava cheia de "farofeiros", o que não agradou muito, logo voltou e passamos um dia maravilhoso. Resolvemos acampar ali, já que era permitido, só não foi nota mil porque nossa barraca está com um cheiro fortíssimo de mofo, tiramos o colchão e o colocamos no sol, limpamos tudo, mas não foi suficiente. Era tudo muito simples, comida simples, e o banho era de balde, mais uma vez... Foi maravilhoso, apesar do mofo!!! ____________________________________________________________________________________________________________
PARQUE NACIONAL DE TAYRONA - SANTA MARTA/MAGDALENA - 15-01-08 - Terça
...Acordamos bem cedo, e não havia café da manhã, seguimos rumo à Venezuela, mais uma fronteira no nosso caminho. Vocês não acreditam, estávamos no país do café e não conseguíamos encontrar um sequer para tirar o nosso jejum. Paramos num boteco a beira da estrada e conseguimos tomar café com pão... Chegamos cedo à fronteira de Paraguachón (Colômbia) - Paraguaipoa (Venezuela). Apesar da imensa fila de caminhões, foi tranqüila, demos a saída na Colômbia e fizemos a entrada na Venezuela. Já a Aduana fica a uns 20 minutos dali, também foi tranqüila...
Ir ao Diário de Bordo da Venezuela.
|
|
EDUCAÇÃO SEM FRONTEIRAS BOGOTAZO E FARCS
Muitas pessoas devem se perguntar por que a Colômbia enfrenta tantos problemas com a violência e, que, infelizmente, a mídia só divulga este fato, o que é uma pena!!!! Para vocês entenderem um pouco sobre isto, vamos explicar onde tudo começou...
Após a II Guerra Mundial, a Colômbia viveu uma de suas piores crises políticas, como resultado aumentou a divergência entre os Partidos Liberal e Conservador. O Partido Liberal tinha como dirigente, o popular Jorge Eliecer Gaitán, que liderou o maior movimento contra o governo conservador, em 1948, chamado Bogotazo, uma verdadeira revolução concebida para derrotar o governo e forças de esquerda e fazer fracassar a Conferência Pan-americana. Foi assassinado, o líder Gaitán, em uma rua de Bogotá neste mesmo evento. A cidade se converteu em chamas, os saques e a destruição de edifícios públicos e cenas de terror se espalharam por todo país, ocorrendo mortes violentas, morreram mais de 1.500 pessoas e 20.000 ficaram feridos. Com a ajuda do exército, o governo controlou a rebelião e chegaram ao acordo para se ter um número igual de liberais e conservadores no governo.
Isto não foi suficiente, a violência foi cada vez mais aumentando e piorando quando o governo conservador firmou um decreto proibindo manifestações e marchas, assim o Partido Liberal retirou o seu candidato das eleições presidenciais de 1949, culpando o governo de violar a lei eleitoral. Como resultado, o conservador Laureano Gómez ganhou as eleições de novembro sem enfrentar nenhuma oposição.
Aí entram em cena as chamadas FARCS (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), entre a eleição de Laureano Gómez e sua tomada de poder, 1950. Pouco depois de sua tomada de poder, vários grupos guerrilheiros atuavam em várias áreas rurais e urbanas do país, dentre elas a mais famosa, a FARC. Em resposta, o governo declarou estado de sítio e suspendeu as sessões do Congresso. O Partido Liberal seguiu declarando que o governo era ilegal, acusando-o de suprimir a liberdade de expressão, de imprensa e de reunião e prometeu continuar boicotando as eleições.
Em 1953, o país sofreu um golpe de Estado, ficando como presidente o General Gustavo Rojas Pinilla. Em 1957, devido a várias manifestações contra o governo, foi forçada a saída do ditador. No ano seguinte, foi constituída uma Frente Nacional entre os partidos conservador e liberal avançando pactos de paz. As confusões continuaram e, em 1974, houve o rompimento desta Frente Nacional aumentando a instabilidade política. Com o passar dos anos o Partido Liberal foi tomando força.
Em 1980, um grupo guerrilheiro ocupou a Embaixada Dominicana em Bogotá durante 61 dias, retendo a numerosos diplomáticos estrangeiros como reféns. Em 1982, Belisario Betancur, partido conservador ganhou as eleições e estabeleceu uma lei de anistia que afetou a numerosos guerrilheiros, porém em maio de 1984 anunciou a trégua acordada entre o governo e os grupos rebeldes, e neste mesmo mês, o presidente tomou medidas enérgicas contra o crescente tráfico de drogas no país.
Em 1985, os grupos guerrilheiros recuperaram suas forças e o combate contra o tráfico foi perdendo seu ímpeto inicial. Assim as lutas foram crescentes e os grupos guerrilheiros continuavam fazendo reféns e muitos assassinados.
Depois de violentas campanhas a presidência, novamente o Partido Liberal chega ao poder, apoiando uma nova constituição, César Gaviria Trujillo, melhorou a situação política do país, inclusive dentre estas mudanças, ofereceu anistia aos traficantes de drogas que se entregassem, mas o comércio de cocaína, junto a atividade guerrilheira foi crescendo e continuou causando muitos problemas ao país, inclusive em 1992, o país declarou estado de emergência com o intuito de controlar a situação. Em 1993, Pablo Escobar, líder do Cartel de Medellín foi morto pelas forças de segurança do governo.
Após diversos acontecimentos relevantes, Samper eleito por menos de 30.000 votos de diferença estava sendo acusado pelo candidato derrotado de ter sido sua campanha financiada pelo narcotráfico colombiano. As FARCS continuaram suas atividades guerrilheiras, sendo assim, a Colômbia continuava enfrentando uma forte crise política. A prova de sua força, as FARCS, durante os anos de 1997 e 1998, seqüestraram dezenas de soldados que estavam em missões internacionais, quebrando a autoridade estatal. Entra governo e sai governo e acordos de paz são feitos e desfeitos com as FARCS. Em 2002, o atual presidente Álvaro Uribe segue lutando contra o problema das guerrilhas.
Visitando o país, sentimos bastante segurança, nada do que ouvimos de negativo, absolutamente nada, foi visto ou vivenciado por nós. Claro, sabemos que os problemas existem, mas a proporção dos fatos são altamente aumentados pela mídia, o que não é diferente em outros países e, até mesmo, no nosso. Atualmente, a situação está controlada e há exército por toda parte, nos sentimos altamente seguros. Acompanhamos algumas libertações de pessoas pelas FARCS, nos noticiários, em acordo com o presidente Chávez da Venezuela.
A ARTE DE BOTERO e O ESCRITOR GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ
Fernando Botero, nascido em Medellin, Colômbia, mudou-se para Bogotá em 1951 e realizou sua primeira mostra internacional no Leo Matiz Gal. Em 1952, partiu para Madrid para estudar e aprendeu a técnica de afrescos e história da arte em Florença, que tem influenciado suas pinturas, desde então. De volta à Colômbia, expôs na Biblioteca Nacional, em Bogotá, e começou a lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade Nacional, naquele mesmo ano, passou algum tempo no México, estudando os murais políticos de Rivera e Orozco, cuja influência é evidente em sua perspectiva política.
Suas obras são satíricas e de natureza humorística à primeira vista, mas refletem um fato social com toques políticos, revelando uma crítica, especialmente no que diz respeito à ganância do ser humano. Militares, políticos, religiosos, músicos e a realeza são sempre retratados com figuras rotundas e sem movimento, característica marcante em suas obras, assumindo a estaticidade da humanidade.
Gabriel García Márquez, nascido em Aracataca, um povoado pobre da costa de Magdalena, 6 de março de 1928, é um importante e famoso escritor colombiano, jornalista, editor e ativista político, dentre suas obras está "Cem Anos de Solidão", livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração. Este livro foi considerado um marco da literatura latino-americana a exemplo único do estilo a partir de então o denominado "Realismo Fantástico". Suas novelas e histórias curtas - fusões entre a realidade e a fantasia - o levaram ao Prêmio Nobel de Literatura em 1982. Em 2002 publicou sua autobiografia "Viver para Contar", logo após ter sido diagnosticado um câncer linfático. São inúmeras frases, pensamentos e livros escritos, dentre elas aqui vão algumas:
"A verdade é que eu escrevo, simplesmente, porque gosto de contar coisas a meus amigos."
"Me parece que é necessária uma enorme irresponsabilidade para ser escritor."
"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco." Gabriel García Márquez
|