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HONDURAS

 

 

 

A República de Honduras, mais um país da América Central, faz fronteira ao norte com o Mar do Caribe, ao sul e a  leste com a Nicarágua e a sudoeste com o Oceano Pacífico e El Salvador, tem uma superfície de 112.492 km² e a sua capital é Tegucigalpa. O país possui clima tropical e, infelizmente, é uma das mais altas taxas de desmatamento do mundo. Assim como todos os países da América Central também está sujeito a terremotos e a costa do caribe é freqüentemente atingida por furacões. 

Foi em Honduras, que tivemos o primeiro contato com o mundo Maya (Copán Ruínas), eles se estenderam por toda península mexicana de Yucatán e áreas que hoje são a Guatemala, Honduras, El Salvador e Belize, em todas estas regiões foram descobertas diversas ruínas. A civilização Maia desapareceu no período de 900 d. C. por causas ainda desconhecidas. Cerca de 90% da população de Honduras é mestiça (maias e espanhóis) e são aproximadamente 7 milhões de habitantes, seu idioma oficial é o espanhol e seu fuso horário é de 3 horas a menos em relação a Brasília.

O caos do caos!!!!! Consideramos o  pior país da América Central, trânsito louco, desigualdades e muitas injustiças sociais.

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DO DIA 22-07 AO DIA 24-07-07

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NICARÁGUA - HONDURAS - 22-07-07 - Domingo, tarde de chuva

Achamos que tivemos muita sorte, pois foi uma das fronteiras mais tranqüilas que passamos, muito diferente dos relatos de outros viajantes. Com certeza, o fato de ser domingo nos ajudou...

Fomos para a Capital Tegucigalpa, como é bom chegar no domingo a uma cidade grande... A cidade não é bonita e as informações que pedíamos a respeito de hotel eram sempre mal dadas... mas,  o lema é perguntar sempre! E, foi perguntando que conseguimos chegar ao centro da cidade, agora era encontrar um hotel, depois de algumas informações desencontradas, conseguimos achar um oásis naquela cidade feinha, o hotel Mac Arthur... 

Depois de instalados fomos caminhar para comer algo, encontramos um Pizza Hut, foi ali mesmo... a rua sempre cheia de policiais e seguranças... nos assustamos um pouco, os policiais e seguranças exibiam suas armas a vontade, achamos que a coisa por ali não deve ser muito segura...voltando ao hotel, ruas escuras e desertas, levamos um susto... um vento forte bateu em um cartaz que estava na parede, meio solto, demos um pulo e começamos a rir, mas também um monte de soldado armado... nos deixou preocupados...

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TEGUCIGALPA (HONDURAS) - 23-07-07 - Segunda de sol pela manhã e muita chuva a tarde.

Mais uma nova moeda... a Lempira (1 U$ = 19 Lempiras) e dá-lhe calculadora...

Acordamos e fomos tomar o café que não estava incluso na diária... resolvemos caminhar um pouco pela cidade atrás de um guia de Honduras... mais ou menos 1 hora dando voltas, fomos achar bem próximo ao hotel... isto quando já estávamos desistindo...

Seguimos viagem por uma boa estrada sentido a fronteira com a Guatemala (Água Caliente), passamos do local onde deveríamos ter entrado, subimos uma serrinha terrível, vários sustos, carros, caminhões ultrapassando em locais não permitidos e nada seguros, nenhuma noção do perigo...  quando olho o mapa, vejo que me equivoquei.. teríamos que voltar... o Cláudio deu uma bufada... voltamos, então, por esta mesma serra... na descida paramos no posto e perguntamos... nos informou que a melhor opção é aquela mesma estrada na qual voltamos.... As estradas em Honduras, devido a sua topografia, são cheias de curvas, subidas e descidas, raramente aparece uma reta...

O diesel por aqui é R$ 1,53 o litro.

E, lá fomos nós de novo, agora fomos parados por um policial bem grosseiro, disse que tínhamos que parar no local onde ele mandou... perguntou se eu estava com o cinto de segurança, mostrei que sim, se levávamos triângulos... os documentos... o Cláudio rapidamente disse: boa tarde senhor, o "animal" ficou desconcertado e nos mandou seguir...

O que é o poder! Há um ditado que diz, dê o poder ao homem e saberás da sua honestidade... 

Como chovia muito e a noite já se aproximava, decidimos dormir na cidade de Copán Ruínas e aproveitar para fazer um pouco de turismo..., porém isto nos desviava da fronteira que teríamos que sair, Água Caliente, que constava no documento de importação temporária, mas íamos tentar sair pela fronteira de El Florido, que está há apenas 12 km desta cidade.

Chegamos à cidade, belíssima, e fomos diretamente a informações turísticas... pedimos por um camping, para nossa felicidade, havia um hotel, Casa Marías, que aceitava trailers. Ao voltarmos para o carro, fomos questionados por um americano que estava com sua família sobre a nossa viagem, mais uma vez, alegremente respondemos às suas perguntas... Quando entramos e ligamos o carro, o danado do Thor não queria pegar... a ignição não dava sinal... recebemos ajuda para empurrar o pesado Thor e ele pegou no tranco. Seguimos para o camping na incerteza do problema...

Notamos algo interessante, as pessoas sempre nos perguntam a respeito do perigo, inclusive este americano, que adora viajar de carro com sua família, esposa e mais três filhos,  escutou que é muito perigoso viajar pela América do Sul, já as pessoas da América do Sul acham ser perigoso viajar de carro na América Central... precisamos desmistificar!

Fomos jantar num restaurante de comida típica, questionei a garçonete como era feito os  "frijoles"; um feijão pastoso temperado que se come como uma massa feita de milho... ela me trouxe um pouco para experimentar... não gostei muito porque era servido frio... talvez quente seja bom...

Desde a Costa Rica aparecia no cardápio do café da manhã o tal de Gallo y Pinto con huevos revueltos, na verdade, é um feijão com arroz com ovos mexidos... que almoço no café da manhã! 

De volta ao camping, armamos nossa barraca sob chuva e fomos dormir... Durante a madrugada, fomos acordados com um foguetório e uma música altíssima, como no caminho, já havíamos lido que isto é muito comum por aqui, resolvemos não nos incomodar... apesar de ser impossível... pois o barulho era ensurdecedor... no dia seguinte, quando fomos pagar o camping, a recepcionista pediu desculpas e nos informou que era aniversário da proprietária do hotel e os funcionários resolveram fazer uma serenata para ela, eles não sabiam que havia hóspedes no hotel. Que sorte a nossa!

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COPÁN RUÍNAS (HONDURAS) - 24-07-07 - Terça, manhã de Sol e muita chuva pela tarde

Fomos conhecer as Ruínas de Copán... caminhamos por mais ou menos 4 horas subindo e descendo pirâmides num lugar com uma energia maravilhosa, nos lembrando Machu-Picchu.

Fomos recepcionados pelos lindos guacamayos, araras que viviam soltas ali, o Cláudio ficou quase uma hora fotografando os bichos... Depois seguimos rumo a história da Civilização Maya que alcançou o seu máximo esplendor nos séculos VI e VIII da nossa era. O parque se encontra cercado por belíssimas árvores e é composto por várias pirâmides, estátuas simbólicas, centros religiosos, campo de jogo de pelotas, uma grande praça central e uma escadaria com numerosos hieróglifos.

Realmente, constatamos através de inúmeras simbologias a grande sabedoria que este povo atingiu...

Após este maravilhoso passeio, fomos almoçar no centro da cidade, ao banco e encontramos um jovem casal da África do Sul olhando o nosso Thor, conversamos, num inglês bem louco, e perguntaram onde estava a África no nosso roteiro, explicamos que, no momento, estamos percorrendo toda a América, a África ficará para a próxima, divulgamos o nosso site e ficaram maravilhados com as fotos... Partimos rumo à fronteira de El Florido, na incerteza se iríamos passar ou não por ali... 

Chegando lá, fomos diretamente conversar com o funcionário da Aduana, o mesmo foi muito atencioso e educado dizendo que jamais poderia determinar o nosso local de saída, pois isto era uma escolha que deve ser feita por nós... isto nos deixou bastante tranqüilos, caso contrário, precisaríamos andar mais 230 km até a fronteira de Água Caliente.

Fizemos todos os trâmites e pagamos 8 reais para sair.

Em Honduras, o que queremos ainda conhecer, no nosso retorno, é a sua bela e barata costa caribenha...

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DIA 28-12-07 - FRONTEIRA EL SALVADOR - HONDURAS

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SAN MIGUEL - SANTA ANA  -  FRONTEIRA DE HONDURAS - 28-12-07 - Sexta

Chegamos à fronteira por volta das 10:45h - coisa de maluco!!!!!! Primeiro, aquele absurdo de gente vindo em cima para ajudar nos trâmites, mal conseguimos respirar, sufocante!!!! Decidimos não pegar ninguém! Entramos na fila para a imigração, este foi mais rápido. Voltei para o carro, pois o calor era muito forte e não podíamos desligar o Thor, pois quando os termômetros marcam acima dos 32 graus, não sabemos o que acontece, ao desligarmos o motor, ele não liga de novo, só pega no tranco... isto vem nos acompanhando desde o início da viagem!!!!! Ninguém conseguiu resolver este problema!!!!!

O Cláudio foi resolver a documentação do carro, depois de uma hora chegou indignado me contando que  a Aduana só iria revisar e liberar o carro após 1 hora da tarde, depois do almoço do fiscal. Nesta confusão conhecemos um Mexicano que estava na mesma situação e que também estava seguindo para a Costa Rica. Vamos abrir um parênteses para falar um pouco deste mexicano: uma pessoa amabilíssima, nos trouxe um suco para esperarmos melhor... ele pagou a um "tramitador" para agilizar sua documentação, e este disse que se pagasse para o fiscal da Aduana ele liberaria o carro antes de 13:00h - indignação total!!!!!!!!! Nós dissemos que não iríamos pagar e se precisasse ficar ali o dia inteiro, ficaríamos! Enquanto esperávamos, uma mulher que estava de carona com o mexicano nos contou que: ele estava viajando para Costa Rica para encontrar uma casa e levar a sua família para viver ali definitivamente e, que infelizmente, no México não dava mais. Tinha acabado de fugir de um cativeiro, fazia 2 dias, antes de entregar o dinheiro aos seqüestradores, e agora, estava procurando um lugar melhor para poder viver e educar seus filhos. Cada história!!!!!

Voltando aos trâmites, o Cláudio foi falar com o fiscal aduaneiro e, o mesmo não deu a mínima, saiu para o seu almoço e só voltou às 13:30h. Então, eu disse ao Cláudio que fosse lá e mostrasse que também é fiscal e que gostaria que as coisas fossem feitas corretamente, aproveitou e tirou uma foto do cidadão... Quando o Cláudio disse que também tinha um função parecida, o fiscal começou a dar desculpas e rapidinho, em menos de um minuto, assinou os papéis e nos liberou. Que safadeza, pode uma coisa destas? Também liberou o mexicano, pois já estávamos todos juntos, no mesmo barco, inclusive o mexicano deu dinheiro ao seu tramitador para terminar o restante dos procedimentos. Saímos dali juntos para cruzar o país e enfrentar a fronteira da Nicarágua. Conclusão, 3 horas na fronteira de Honduras, e agora, estamos andando com um "seqüestrado"... isto nos dava arrepios!!!!! Pior se fosse o seqüestrador!!!!!!

Fomos parados pela polícia Hondurenha para uma revisão, ok! Infeliz ou felizmente decidimos cortar o caribe do nosso projeto, pois teríamos que cruzar todo o país... Agora era enfrentar a Nicarágua...

Vá ao Diário de Bordo da Nicarágua.

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EDUCAÇÃO SEM FRONTEIRAS

O MUNDO MAYA

 

A partir do norte de Honduras, iniciamos o nosso contato com o que foi essa grandiosa civilização maya, como todos os povos, possui o seu período de apogeu, onde eram governados dirigentes de grande sabedoria e, aos que não lograram atingir o grau de sabedoria, continuam até o período de declínio e extinção do império.

Em Honduras especificamente, visitamos as Ruínas de Copán, onde encontram-se vestígios desta grande civilização que floresceu aí e atingiu seu máximo esplendor entre os séculos VI e VIII. O Parque Arqueológico possui cinco zonas básicas que são:

- O campo de pelota - em que consistia em uma área delimitada lateralmente por terraços inclinados, onde, para sua prática, se utiliza bola feita de látex e vegetais, o jogo (praticado no período clássico) em si não era uma competição, mas uma verdadeira cerimônia, no qual se buscava uma auto-superação e auto conhecimento, com inúmeros simbolismos que vão desde os inframundos ou mundos infernos aos céus. 

- A grande praça - local gramado e decorado por inúmeras estátuas e altares, estes repletos de simbolismos, mostrando que os mayas não desconheciam que a vida, no plano físico, é efêmera, buscando decifrar os grandes enigmas da existência.

- A escadaria hieroglífica -  grande templo que contém os mais longos textos explicativos de toda genealogia maya, possuindo inúmeras estátuas em diversos níveis.

- A acrópole - grande área dividida em duas grandes praças, oriental e ocidental, contendo inúmeros templos e altares.
- Os túneis - estes feitos pelos arqueólogos durante os processos de escavação, agora abertos ao público, mas há que se pagar um extra para visitá-los. 

 

A cultura maya é uma poderosa referência para a humanidade em inúmeros aspectos, no que tange à sua religiosidade prática, sua mitologia, seu grau de evolução científica, notadamente na astronomia e seu complexo calendário.