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A
República do
Panamá,
tendo como capital a Cidade do Panamá, é um país pequeno com 75.517 km²,
o seu fuso horário é de 2 horas a menos em relação a Brasília.
Este país da América
Central está divido pelo canal do Panamá, limita-se ao norte com o Mar do Caribe,
ao leste com a Colômbia e ao Sul com o Oceano Pacífico. Andar por
suas ruas é sentir na pele o clima tropical, quente e úmido. A
vegetação depende muito das chuvas, na zona caribenha e oriente estão
cobertos por uma selva tropical, já no Pacífico é uma vegetação de
savana. A fauna é principalmente originária da América do Sul.
O Panamá possui numerosos parques nacionais tendo como destaque os "Cerro Hoya, Camino de Cruces e Darién, este com um programa de educação, ciência e cultura administrado pela UNESCO (é uma região similar à Amazônia). Sua população gira em torno de 3 milhões de habitantes, sendo que 57% vive nas cidades urbanas e 64% é mestiça. Uma das maiores fontes de renda do país, senão a maior, é o canal do Panamá, gerando milhões de dólares ao ano. Este foi o único passeio turístico o qual fizemos, mas há muita beleza neste país para conhecermos e isto vai ficar para o nosso retorno. "...O tempo faz tudo valer a pena e, nenhum erro é desperdício, tudo cresce e o início, deixa de ser início... e nada tem fim..." Ana Carolina |
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___________________________________________________________________________________________________________ DO DIA 16-07 AO DIA 20-07-07 ___________________________________________________________________________________________________________ PANAMÁ - 16-07-07 - Segunda de chuva Ficamos o dia todo no hotel trabalhando no site, meu amor ainda indisposto... e aguardando notícias do nosso Thor. Neste mesmo dia, recebemos e-mail da despachante dizendo que estava aguardando o documento da transportadora... logo em seguida, enviou outro e-mail dizendo que o carro já estava liberado e tínhamos 3 dias de prazo para retirá-lo, pois passado estes dias, paga-se armazenagem. Combinamos que, no dia seguinte pela manhã, entraríamos em contato para buscar o nosso saudoso Thor... ___________________________________________________________________________________________________________ PANAMÁ - 17-07-07 - Terça de chuva Recebemos, às 8h, a ligação da Mariela nos informando que podíamos pegar o documento em sua empresa e seguirmos para o Porto (cidade de Colón). Saímos às 9h de táxi até a sua agência, pegamos o documento (conhecimento de embarque) e, com a despachante Linda, fomos a Aduana para preparar o documento de importação temporária. Antes de seguirmos para a Aduana, nos informamos como deveríamos fazer para irmos ao Porto, a Mariela, muito prestativa, ligou para algumas empresas de táxis sondando os preços, por volta de 60 dólares teríamos que pagar, o taxista que nos levou até ali, faria por 40 dólares, mas, como a despachante Linda teria que ir ao Porto, nos ofereceu uma carona, paga, é claro. Fomos em seu carro, um bonito Mitsubishi que no Brasil custa 100.000 reais, aqui 20.000 reais, que diferença! Na Aduana, a mulher preparou o documento em 20 minutos, a Linda lhe deu 10 dólares por isso, o que não achamos correto... Retornamos à agência e, em seguida, partimos para Colón, um amigo de Linda, Mohamed, foi dirigindo o carro. Ela nos contou que era o seu aniversário, agitadíssima, não parava um segundo... a princípio muito querida, ficou toda boba quando dissemos que éramos do Brasil, e foi logo dizendo, "Alexandre Pires, jo amo Alexandre Pires", parecia uma adolescente falando do cantor e dos jogadores de futebol. No carro, fomos nós duas atrás e o Cláudio na frente com Mohamed, ela me perguntava tudo sobre o Brasil, pessoas famosas e etc... Dali até o porto de Colón a estrada estava bem ruim, pois havia obras. Linda nos cobrou 25 dólares de gasolina pela ida ao Porto, mas, primeiramente foi resolver problemas de outros clientes, depois iria nos ajudar... porém não foi o que aconteceu. Ela se estressou totalmente com os seus problemas e, muito depois, nos despachou com Mohamed para o Terminal Colón Container. O Mohamed, bombeiro na cidade do Panamá, foi um amor, nos ajudou em tudo, inclusive na parte mais pesada. Primeiro, fomos na Aduana mostrar os documentos, nos mandou pagar as taxas portuárias (transporte do container e fumigação externa (é um produto para desinfecção do carro) e, com a posse do recibo voltamos à Aduana e, em menos de um minuto, o container chegou. Ficamos aguardando para a abertura do mesmo. Estava chuviscando, percebemos que o responsável da Aduana viu o container chegar, mas fingiu que não viu, aguardamos um pouco... sentei e o próprio veio me perguntar se eu era do Brasil e começou a falar da Copa América, pois eu estava com a camiseta do nosso país... rapidamente, aproveitei para questioná-lo se não iria liberar o nosso carro, ele, com uma cara de bobo, perguntou se o container já estava ali...rsrsrs. Fomos liberá-lo! A despachante Linda Mariela achavam que iríamos perder os alimentos que estavam no carro... O senhor da Aduana nos deu uma ferramenta para romper o lacre do container e, então, vimos o nosso Thor, que alegria! Mohamed foi extremamente importante e prestativo, ele rompeu o lacre, ajudou ao Cláudio a soltar as amarras de aço, a colocar a barraca de volta ao teto do carro, a caixa de alumínio, que por sinal, caiu da mão do Cláudio batendo no pára-brisa e que, por sorte, não quebrou, sem contar a ajuda com os trâmites e não nos cobrou absolutamente nada. O Cláudio foi tirar o carro do container, ligou a chave e nada de sinal, sorte que possuímos uma bateria extra e ao reconectá-la, o Thor pegou de primeira e estava pronto para a estrada. A fiscalização foi bem tranqüila, pois só falavam da Copa América, viram que era tudo de uso pessoal e nos liberaram com extrema facilidade. Para sair, ainda, passamos por mais duas revisões e, finalmente estávamos livres... Como é bom sermos brasileiros e fazermos parte do país do futebol, temos a certeza de que foi isto que nos facilitou todo processo... A Linda terminou de resolver os seus problemas no mesmo tempo que nós, voltou para pegar o Mohamed e voltamos juntos para a cidade do Panamá... pegamos um trânsito terrível. Achamos que a despachante Linda não foi muito justa conosco, nos cobrou 90 dólares, mais a gasolina para fazer, não sabemos o que, disse ela, os trâmites anteriores. De acordo com a família Carnaval (família do Rio de Janeiro, que viajou de carro até a Disney e que nos cedeu muitas informações) que fez o mesmo trâmite, só pagou a ela 30 dólares... todo o processo do porto, pode-se fazer sem despachante, foi o que fizemos! Na verdade, dela só queríamos a informação de como eram os trâmites e aproveitar a "carona". É muito importante consultar o preço antes, mesmo que pareça uma simpatia... mais um aprendizado! De volta ao hotel, jantamos, depois de muito tempo, conseguimos falar com a nossa família via MSN e, finalmente, fomos descansar... ___________________________________________________________________________________________________________ PANAMÁ - 18-07-07 - Quarta de Sol Para deixar o Panamá, é necessária uma autorização de saída do país, que se obtém na PTJ (Polícia Técnica Judiciária), para isso, o carro precisava estar limpo. Paramos num posto de gasolina e perguntamos se havia lavação, resposta positiva, não acreditamos no que vimos... veio um cara com um baldinho de água e um pano encardido para lavar o nosso Thor, sujava mais do que limpava... rsrsrsrsrs. Aguardando a esforçada lavação, um rapaz nos abordou, para variar, engrandecendo o Thor e falando que teria sido o único carro que conseguiu atravessar o Darien, (não até a Colômbia, pois não há estrada até lá), além disso, nos deu o cartão de sua esposa, jornalista, para fazermos uma matéria nossa no Panamá, mas infelizmente não tivemos este tempo, quem sabe na volta. Logo após a lavação, fomos à PTJ, inclusive os panamenhos também precisam desta autorização de saída do país. Perdemos toda manhã! Ao sair dali, buscamos um lugar para almoçar, paramos num restaurante da rede de fast food "Tamburelli". Ficamos mais de uma hora para recebermos o nosso pedido, havia reclamação de toda parte, não recomendamos... o atendimento é péssimo e, ainda, as funcionárias eram debochadas! Seguimos para as Eclusas de Miraflores, Canal do Panamá, ao estacionarmos, logo fomos abordados por dois colombianos viajantes, comentamos o que todos nos dizem quando se trata da Colômbia, "muito cuidado, é perigoso, etc." Eles nos disseram que geralmente quem fala isto é quem não conhece... pois há violência em todo o mundo... No canal, foi assombroso o que vimos... principalmente para mim, é um canal estreitíssimo, por onde passam embarcações de todo o mundo, de um oceano a outro. Na parte da manhã, as embarcações seguem no sentido Atlântico-Pacífico e, após o meio dia, o fluxo se inverte, se formam filas de espera, no caso das grandes embarcações, só passam uma por vez, o nosso Thor também passou por ali, cruzando todo o canal, já que o Porto de Colón fica no Oceano Atlântico. Uma curiosidade, todas as embarcações do mundo são projetadas de acordo com a largura do canal. Ficamos algumas horas observando todo o processo, que é bastante lento e minucioso, no momento, estava passando um grande navio de carga, as pessoas que estavam nele, ficavam acenando para todos nós, parecia cena de filme. Saindo dali, fomos conhecer o Panamá Viejo, ruínas do que foi a antiga cidade do Panamá. Depois fomos ao Shopping comer e, logo em seguida, descansar no hotel. ___________________________________________________________________________________________________________ PANAMÁ - 19-07-07 - Quinta de Sol, chuva, Sol, chuva e chuva Saímos de manhã para resolver problemas do cartão de crédito, o Cláudio digitou a senha errada e, automaticamente, foi bloqueado, passamos toda manhã tentando ligar, a cobrar, para o Brasil, e que dificuldade! Nenhum dos telefones que havia no cartão conseguíamos falar diretamente com o Brasil, tivemos que ligar para a telefonista do Panamá (106) e a mesma ligou para o número dos EUA e de lá a operadora transferiu para o Brasil, ou seja, o Cláudio falou espanhol, inglês e português ao telefone para, simplesmente, pedir o desbloqueio de nossos cartões. Ufa, foi uma sauna, calorão, buzinas, não se ouvia nada direito e, ainda, tendo que falar 3 idiomas, ninguém merece!!! Comemos, infelizmente, no fast food - nossa alimentação está terrível, não estamos conseguindo nos alimentar decentemente, não encontramos uma comida que nos agrade... está bem complicado.... "Como é bom estar na estrada de novo... me sinto livre! Agora, já estou me recuperando!" O Cláudio disse todo faceiro a caminho da Costa Rica, ele não via a hora de sair da cidade do Panamá e, ainda, estava se livrando da infecção intestinal. Realmente era maravilhoso estarmos com o nosso Thor, poder escutar a nossa música, música brasileira... e curtir a nossa liberdade... Chegamos a David, cidade que fica a uns 45 km da fronteira, fomos ao mercado da bonita cidadezinha, Supermercado REY, uma rede que tem em todo Panamá, fomos a caça de um bom guia do País... encontramos! Aproveitamos e fizemos um lanchinho, pois a padaria do mercado nos atraía e muito... Depois de procurar por um lugar para dormir, estávamos cansados, pois os hotéis estavam lotados, acabamos ficando no Hotel Fiesta, na estrada, próximo ao mercado, num quarto simples com duas camas, e, ainda, era mais caro que o quarto de casal, é mole? Curioso era ver as placas dos carros no Panamá, obrigatório só na parte traseira, na dianteira poderia colocar o que quisesse, inclusive no carro da Linda (a nossa despachante nos trâmites para liberação do carro, no porto) estava escrito LINDA. ___________________________________________________________________________________________________________ DAVID - PANAMÁ - 20-07-07 - Sexta, dia nublado Saímos rumo a mais uma fronteira, agora vai ser assim, cruzaremos seguidamente algumas burocracias até chegar aos EUA, praticamente, não vamos fazer turismo no caminho de ida pela América Central, somente no retorno. Fomos parados 4 vezes pela polícia Panamenha, quando sabem que somos brasileiros, somos tratados como reis, chega a ser engraçado... ___________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ DO DIA 31-12-07 AO DIA 09-01-08 ___________________________________________________________________________________________________________
LIMÓN - LIMÓN PARA BOCAS DEL TORO - 31-12-07 - Segunda
Estrada horrível, péssima sinalização, fomos perguntando, sempre que havia dúvida (sempre havia dúvidas), para onde ficava a cidade de Almirante, onde teríamos que pegar um "ferry" ou barco para a Ilha de Bocas.
Finalmente, conseguimos chegar a cidade de Almirante, lugar assustador para se passar a virada de ano. Uma grande confusão, suja, bastante pobre e sem qualquer sinalização paramos para perguntar a um senhor onde era o cais do porto e, ele, imediatamente, disse ao Cláudio para me "garrar" que ele sentaria no meu banco e nos levaria até o local, tudo bem, concordamos, mas eu fui para a direção, o Cláudio sentou no console e o senhor no banco. O homem queria saber tudo sobre o Brasil, aliás, tudo não, ele só falava em mulher, perguntava descaradamente se havia praia de nudismo, dentre outras coisas absurdas aos nossos ouvidos... tentávamos sempre desconversar e perguntar a respeito do transporte para ilha...
Para se chegar a ilha, existem duas maneiras, de barco, que sai a cada meia hora, ou pegar um "ferry", juntamente com o carro, que sai uma vez por dia, mas este já havíamos perdido e, também, descobrimos que não valeria a pena atravessar com o mesmo, pois era muito caro para pouco tempo, sairia 90 dólares ida e volta. Enquanto que a lancha, 8 dólares por pessoa, ida e volta.
O homem que estava nos ajudando não desgrudou mais de nós, mas ele foi muito importante e não nos pediu nada por isso. Deixamos o nosso carro no Bombeiros, mais ou menos perto do cais, pegamos o estritamente necessário, fomos a um mercadinho comprar água e bobagens para comer e pegamos o barco para ilha. Ali nos despedimos e ficamos aliviados... "Ufa, pelo menos aqui já sabemos que não vamos passar o Ano Novo!"
Chegamos a Bocas del Toro, uma ilha caribenha muito simples e charmosa - ficamos muito felizes!!!! Mas, a ilha estava lotada! Mochilas, sacolas e um peso danado, fomos nós, como mochileiros, caminhando atrás de hotel. A ilha se parece muito com Belize, sempre as mesmas imagens, Bob Marley, Che Guevara, as construções em madeira, mistura da língua, ora espanhol, ora inglês e tudo mais...
Maratona, de hotel em hotel e sempre um "No Vacancy" (não há vagas), estávamos ficando apavorados, e agora? Até que uma mulher nos disse que talvez houvesse um quarto na casa da dona Irma, lá fomos nós perguntando pela tal da dona Irma. Chegamos numa casa bem simples e ali encontramos a dona Irma, perguntamos se havia lugar para ficarmos e, ela pensou..., conversou num dialeto com seu filho e para nossa sorte... YES! SIM!!!!!! Na verdade, aquele quarto estava reservado para alguém, mas como este alguém não chegou... sobrou para nós, felizmente!!!! Era um lugar muito simples, mas tinha banheiro privado e estava bem limpinho. Demos Graças a Deus por ter conseguido uma cama para dormir e, ainda, baratinho, pois aqui é tudo muito caro.
Depois de instalados, logo saímos para conhecer uma praia da ilha... não gostamos muito, o melhor sempre está nas saídas de barco (agendamos para amanhã), hoje, vamos só relaxar na cidade. Pensávamos que nossa maratona havia terminado, que nada... À noite fomos procurar um lugar para jantar, havia muitos restaurantes, para todos os bolsos, mas em nenhum havia vaga, estavam reservados ou lotados, o atendimento é péssimo e as pessoas são super lentas, só nos restava dar muitas risadas... Mortos de fome, pois não havíamos almoçado, somente comido biscoitos... no fim, encontramos um restaurante que só oferecia cinco tipos de prato, e o melhorzinho era macarrão... Conclusão, a nossa ceia foi um prato de espaguete com camarão... melhor do que passar fome, vocês não acham?
Hoje foi um dia daqueles!!!!!! Perguntamos a dona Irma se havia queima de fogos na cidadezinha, ela disse que não. O Cláudio estava simplesmente esgotado, fechando os olhos... então, pediu para irmos para o quarto, ou seja, viramos a nossa noite dormindo, e no meio da noite, mas precisamente à meia noite, escutamos um fogaréu danado. Perdemos a queima de fogos que a dona Irma disse que não havia!!! ___________________________________________________________________________________________________________
BOCAS DEL TORO - ISLA DE COLÓN - 01-01-08 - Terça - FELIZ ANO NOVO!!!!!!!
Acordamos cedo e tranqüilamente fomos tomar o nosso café da manhã num hotel próximo ao nosso. De repente, pergunto a hora ao rapaz e já era 9 horas da manhã, ou seja, estávamos prestes a perder o nosso passeio de barco... aqui é uma hora a mais que a Costa Rica e nem nos demos conta, corremos para o quarto para escovarmos os dentes... o Cláudio saiu na frente e eu fui logo atrás... Ufa, conseguimos!!!!!
No nosso passeio conhecemos várias pessoas, em especial um casal chileno que estava em lua de mel. Foi bastante divertido. Infelizmente, o tempo não estava muito bom... havia 4 pontos para conhecermos; o primeiro, a baia dos golfinhos, foi fantástico, o nosso guia fazia ondas girando o barco e os golfinhos vinham saltando nelas, um espetáculo!!!! Depois fomos reservar o nosso almoço num lugar muito bonito, águas cristalinas, em seguida, fomos a uma ilha do Parque Nacional Isla Bastimentos para fazermos snorkel, aí começou a chover, uma pena! Regressamos ao restaurante, almoçamos e o guia nos disse que o mar estava muito agitado e não havia visibilidade para fazermos snorkel no próximo ponto. O povo reclamou e ele nos levou a um ponto próximo dali, com chuva mesmo o Cláudio e o casal chileno entraram na água e viram peixes coloridos maravilhosos, adoraram!!!!!! De volta a Bocas, fomos para o nosso banho e mais tarde ver se temos a sorte de comermos num lugar melhor.
Impressionante, fomos a um lugar que só tinha um prato a oferecer, tomamos um café e saímos fora, nesse meio tempo, aparece o casal chileno, que também saiu fora... em busca de um lugar para comer nos encontramos novamente e, então, fomos juntos ao restaurante onde havíamos tomado o nosso café da manhã, eles também estavam reclamando do atendimento nos restaurantes, da demora e da falta de simpatia.... Podemos dizer que tivemos sorte, pois o atendimento foi nota dez, adoramos apesar do prato demorar muito para chegar, mas já melhorou, pois tínhamos a simpatia do garçom!!!!! Foi uma noite muito divertida, a Pilar e o González são muito queridos, adoramos conhecê-los!!!!! Nos despedimos pela terceira e última vez!!!!! ___________________________________________________________________________________________________________
BOCAS DEL TORO - ISLA DE COLÓN - 02-01-08 - Quarta
Hora de ir embora, temos que seguir para a Cidade do Panamá para colocarmos o nosso carro para Colômbia. De volta a Almirante, encontramos o nosso Thor intacto, entramos nele e pé na estrada. Chegamos à Cidade do Panamá no início da noite, fomos ao mesmo hotel que havíamos ficado antes, pois era mais fácil!!!!! Nos perdemos um pouco, mas logo, perguntando, nos achamos! Hospedados e tranqüilos agora era agilizar os trâmites...
Entramos em contato com a empresa Supreme que nos ajudou da outra vez... ___________________________________________________________________________________________________________
CIUDAD DE PANAMÁ - 03-01-08 - Quinta
Confusão total!!!!! A Mariela da empresa Supreme nos disse que não poderíamos embarcar para Colômbia, já que a mesma não aceita importação de carros usados e como nosso carro veio de Guayaquil (Equador), tinha que retornar a Guayaquil. Achamos muito estranho, pois passamos por diversos países e jamais se cogitou esta hipótese, então o Cláudio explicou-lhe que era apenas uma importação temporária e esta é permitida, porém foi inútil. Depois de ficar esperando respostas dela a respeito, resolvemos não esperar mais e entrar em contato direto com a Aduana da Colômbia, tudo esclarecido, uma importação temporária, como temos feito, pode sem problemas!!!! Voltamos à Mariela e a mesma disse que não poderia fazê-lo, pois o seu despachante na Colômbia negava-se a receber. Uma novela!!!! Então nos deu o nome da Cia. de Navegação Seabord para fazermos diretamente com eles... Como já era tarde, só poderíamos fazer isto amanhã... E, também, marcarmos um horário com a Lindinha, a despachante que nos ajudou na vez passada, para agilizar os papéis na Aduana. ___________________________________________________________________________________________________________
CIUDAD DE PANAMÁ - 04-01-08 - Sexta
A primeira coisa a fazer foi ir na Lindinha, de lá saímos com o seu filho para Seabord - foi tudo muito simples, agilizaram a papelada que precisaríamos levar na Aduana e o embarque já estava marcado para o dia 10/01/08 e chegará em Cartagena no dia 11/01/08 - Depois, fomos para a Aduana, esperamos por algum tempo e tudo ok. Etapa seguinte foi ir ao banco para pagar o embarque do carro (muito mais barato do que Guayaquil-Panamá), ok!!!! Pagamos o trabalho da Lindinha, 50 dólares para os trâmites, 10 dólares pelo serviço de carro e mais 10 dólares que ela dá para Jéssica da Aduana agilizar os papéis. Fazer o quê? Assim é tudo no Panamá!!!!! Agora temos que ir a PTJ, tirar um documento para sair do país, não sei se vocês lembram, mas tivemos que fazer isto da outra vez, o curioso é que não nos pediram quando saímos para a Costa Rica. Vamos ver agora se vão pedir!!!!! Hoje, não dá mais tempo e só poderemos fazer isto na terça feira, pois na segunda é feriado. Na verdade, este documento da PTJ teria que ter sido tirado antes da autorização da Aduana, mas com influência da Lindinha, o obtivemos antes.
Na Aduana, conhecemos 3 brasileiros que moram nos Estados Unidos e estão fazendo o mesmo processo que o nosso, estão indo para o Brasil de carro, visitar a família. Como agora não temos mais nada a fazer, vamos aproveitar o tempo para passear. ___________________________________________________________________________________________________________
CIUDAD DE PANAMÁ - 05-01-08 - Sábado
Fomos passear na cidade, a uma região que se chama "Cause Way", são três ilhas que foram aterradas para proteger a entrada do Canal do Panamá, um lugar muito agradável, parada dos transatlânticos para comprar perfumes a bons preços... Almoçamos por ali e, em seguida, fomos ao Casco Antiguo, centro histórico da cidade, muito bonito e lotado de turistas. Caminhando e fotografando, vimos uns indígenas vendendo artesanato e disfarçadamente o Cláudio ficou tirando foto enquanto eu olhava seus produtos, muito bonitas as mulheres da Tribo Kuna, são as únicas que utilizam um tecido bordado na cintura, feito por elas mesmas, chamado de molas, riquíssima tradição.
Ali, começamos a conversar com eles e nos ofereceram um passeio ao arquipélago de San Blás, lugar de difícil acesso, pois a estrada é só para carros 4x4 e, ainda sim, corre-se o risco de não conseguir chegar. Perguntamos se era possível, porque a Grace e o Robert da expedição "Challenging your Dreams" atolaram várias vezes e não conseguiram chegar, resolvendo voltar. Nos disseram que a estrada foi melhorada e que não chove a três dias, então daria para chegar! Pensamos e resolvemos perguntar como funciona o passeio, afinal conviver com uma tribo indígena seria uma grande experiência para nós. Nos explicou o seguinte: vão vários carros até a beira de um rio, 40 km de estrada de chão. Dali segue um barco até a uma das ilhas do arquipélago, passa-se o dia, dorme-se em uma cabana, como eles. São 70 dólares o casal, com 3 refeições incluídas mais passeios de barco para outras ilhas. Achamos o máximo e topamos!!!!! Combinamos com um senhor às 5 h da manhã no nosso hotel, amanhã. ___________________________________________________________________________________________________________
CIUDAD DE PANAMÁ - 06-01-08 - Domingo
5 horas da madrugada, estávamos nós e o Thor prontinhos para a grande aventura!!!! O senhor, sua esposa, uma criança e mais um rapaz chegaram na hora marcada, mas sem carro, queriam ir conosco, mas era impossível, o Thor não tem lugar nem para uma formiga. Então eles ligaram para um rapaz que veio buscá-los, era uma toyota velha, caindo aos pedaços... Com um certo atraso saímos nós atrás da toyota... Ele parou em alguns hotéis para pegar alguns turistas, havia ali, italianos, franceses e uma espanhola, ou seja, dentro daquele carro estavam 11 pessoas, como, não sabíamos, mas estavam...
Paramos para tomar um café e depois de 2 horas entre paradas e estrada, entramos na estrada de terra... a princípio estava ótima, "nossa será que vai ser sempre assim? Melhoraram mesmo a estrada!!!" Quando chegou no km 6, vimos porque e para onde o Thor foi feito, ele estava se sentindo em casa, ao contrário de nós, uma ribanceira cheia de buracos gigantes e escorregadio, assustador!!!!! Começamos a nos preocupar com o retorno... dali em diante, foram aparecendo esses momentos difíceis, mas o Thor se comportou maravilhosamente bem e o Cláudio foi um ótimo motorista... Ufa, mais um etapa vencida, ou quase, pois ainda tem a volta!!!!!
Chegamos à beira do rio e, dali, num simples e grande barco de madeira fomos para a ilha de Kuna Ayala. No barco conhecemos a Maria, uma espanhola encantadora e divertida. Quando chegamos, nos surpreendemos, uma pequenina ilha lotada de casas de palha, um restrito espaço para caminhar, no minúsculo espaço vivem 400 índios e, ainda, tem uma ilha ao lado, também pequena, super populosa, vivem ali 2000 índios, nesta ao lado, tem posto de saúde e escola. Tudo o que necessitam vem da Cidade do Panamá. Ficamos tristes ao ver que na ilha ao lado havia muitas antenas de TV, nem precisamos dizer o que isto causa!!!! Fomos muito bem recebidos pelo Arón que nos levou para conhecer nossas acomodações, ficamos numa cabana de palha, chão de areia, uma rede e uma cama, estávamos à beira do mar, no teto da cabana muitas latinhas de refrigerante e as paredes feitas de bambu com grandes entradas de ar... Perguntamos onde estava o banheiro? O banheiro coletivo é uma tampa de vaso sanitário em cima de um tablado de madeira, você abre e dá de cara com o mar, este espaço é feito de bambu, também com grandes entradas de ar... e o banho? Água doce que eles acumulam em latões vindas do rio... com um balde, então, tomamos o nosso banho. Após conhecermos nossas acomodações, fomos almoçar, cardápio: salada e arroz com atum, estava bem saboroso!!!!!
Logo já seguimos para um passeio de barco, são inúmeras ilhas, inúmeros passeios, mas como só vamos ficar por aqui um dia, apenas um passeio. Paramos numa ilha linda para um banho de mar nas águas claras do caribe, dali enfrentamos o oceano, mar aberto e violento, num barco proporcionalmente pequeno para ele, cheio de turistas e, que, às vezes, dava a sensação de que iria virar - que aventura!!!!!! Fomos para ilha do "barco hondido" - um barco que naufragou entre duas lindas ilhas. Foi um mergulho fantástico, muita vida, cores e a primeira experiência em naufrágio - espetacular!!!!!! Amamos!!!!! Valeu a pena!!!! Agora vamos voltar para o "oceano"!!!!!
Regressamos acompanhados pelas ondas, só que agora elas vinham por trás ajudando no nosso trajeto, empurravam o nosso barquinho nos causando alguns pequenos e leves sustos, mas tudo sob controle!!!! De volta à ilha, tomamos o nosso banho de balde, um ajudando o outro e nos preparamos para o jantar. Aqui, além de nós, estava a Maria uma espanhola muito querida, um canadense, um inglês, uma francesa casada com um colombiano e 2 filhos pequeninos lindíssimos e um casal suíço. Comemos um peixe frito com arroz e salada, estava simples e gostoso!!!! Mesa cheia, conversamos bastante até a hora da dança típica dos Kunas. Bela dança, com vários significados!!!
Foi uma experiência excepcional, apesar de percebemos que já estão enraizados na nossa cultura. Vivem com simplicidade, em um lugar relativamente distante, mas não tão distante que não possam trazer da cidade o lixo do lixo e estão contaminando o próprio e pequenino lugar onde vivem, pacotes de biscoito, latas, garrafas pet, tubos de ketchup entre muitos outros fazem parte da ilha... Também enfrentam problemas com drogas pesadas, que chegam de barco da Colômbia, pois os colombianos compram seus cocos, assim fica mais fácil!!!!! ___________________________________________________________________________________________________________
RESERVA INDÍGENA KUNA - COMARCA DE SAN BLÁS - 07-01-08 - Segunda
Hora do café, todos juntos tomamos um gostoso café da manhã com ovos e pão quentinho feito por eles. Enquanto aguardávamos o nosso barco para voltar à Cidade do Panamá, percorremos em 5 minutos a reserva e tiramos muitas fotos.
Na verdade, estávamos preocupados com o retorno, para quem conhece a trilha de Castelhanos em Ilha Bela (SP-Brasil), podemos dizer que esta aqui é muito similar, trechos melhores e trechos bem piores. Passamos um medinho, mas agora estávamos com o nosso Thor, este fez a diferença. Pegamos a trilha de volta acompanhados de outros carros. Uma grande aventura... no meio do caminho começou a chover e, na último pedaço difícil estava escorregadio, tremendamente ruim de subir... mas com uma ajudinha do motorista do carro companheiro, o Thor quase voou, nesse momento eu sai do carro e subi a pé, também escorregando. San Blás jamais será esquecida!
Chegamos no hotel e fomos descansar... ___________________________________________________________________________________________________________
CIUDAD DE PANAMÁ - 08-01-08 - Terça
Cedinho, fomos a Seabord pegar o recibo de pagamento do transporte e, rapidamente, a PTJ (Polícia Técnica Judiciária), para fazer aquele documento de saída do veículo que ninguém nunca pede... mas é obrigatório! Novamente encontramos os 3 brasileiros, o Nerison de Minas, o Jean de Goiás e o Jardel mineiro de Niterói, aliás os 3 moram nos EUA e estão indo para o Brasil de carro - já é a segunda vez que nos encontramos, pois estão fazendo os mesmos procedimentos. Chegamos às 8:30h para obter a autorização para sair do país e saímos de lá às 13:30h. Parece brincadeira, o que nos aliviou a espera foi ficar conversando com um casal colombiano, os brasileiros e ter conhecido três americanos que estão viajando de carro para a América do Sul. Mesmo assim, estávamos apreensivos, pois tínhamos que ir ao Porto antes das 16h colocar o carro.
Chegamos ao porto de San Cristóbal em Colón às 15h, corremos para agilizar a documentação, tudo ok. Foi mais fácil do que pensávamos, no Panamá há menos burocracias. No escritório da Seabord foi emitido o conhecimento de embarque (BL) com 5 cópias carimbadas para entrar no porto, entrando no porto, fomos à Aduana, onde não nos pediram o tal documento da PTJ, somente o documento da Aduana feito na Cidade do Panamá. Com o carimbo da Aduana, tivemos que pagar uma taxa de seguro de U$ 6,00, isto feito, seguimos para o galpão onde o container nos aguardava, como o nosso container era de 20, tivemos que tirar a barraca e a caixa da mesma forma que fizemos no Equador e uma empilhadeira fez todo o serviço pesado. As pessoas do porto foram muito prestativas, especialmente quando souberam que éramos do Brasil, eta país abençoado!!!!! Colocamos o carro dentro do container e, após lacrado, o funcionário da Seabord nos levou até o terminal rodoviário, tido como muito perigoso, nos colocou dentro do ônibus para regressarmos a Cidade do Panamá. Nossa última noite no hotel Via España! ___________________________________________________________________________________________________________
CIUDAD DE PANAMÁ - 09-01-08 - Quarta
Após o nosso café da manhã, um transporte gratuito do hotel nos levou até o aeroporto. Compramos as passagens na hora, na empresa Copa, voamos às 9:40h rumo a tão esperada Colômbia...
Mais sobre esta história no Diário da Colômbia!!!! ___________________________________________________________________________________________________________ |
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EDUCAÇÃO SEM FRONTEIRAS
CANAL DO PANAMÁ
A idéia da construção de um canal, que pudesse encurtar a distância para passar do Oceano Atlântico para o Pacífico e vice-versa, surgiu em 1534 pelo Rei da Espanha Carlos V, o qual iniciou os primeiros estudos topográficos para sua construção, mas somente no século XIX, efetivamente, iniciaram as suas obras. Primeiramente, os franceses, mesmos construtores do Canal de Suéz, iniciaram a construção, mas não resistiram a inúmeras dificuldades, como enfermidades tropicais, deslizamentos provocados pelas chuvas e a deficiente administração do projeto. Acabaram assim, vendendo a empreitada aos Estados Unidos, que continuaram, em 1904, a grande obra. Enfrentaram incontáveis dificuldades, mas, em 1914, finalmente o inauguraram. Obviamente, os estadunidenses ficaram à frente da administração do Canal por muitos anos, passando às mãos do governo panamenho somente em 1999.
O Canal do Panamá possui 80 Km de distância, através do qual, um navio leva de 8h a 10h para atravessá-lo. Ele possui um sistema de eclusas, que funciona como elevadores, com portas que permitem a entrada e saída de água, para elevar e baixar os navios para que possam continuar sua jornada através do canal, já que se inicia em um oceano (nível 0 msnm) e precisa subir para chegar ao nível do lago Gatún (26 msnm), devendo ser rebaixado novamente para sair a nível do outro oceano. No total, Possui um conjunto de três eclusas, a de Miraflores, a qual visitamos, a de Pedro Miguel, ambos no Pacífico, e a de Gatún no Atlântico.
O Canal funciona 24h por dia nos 365 dias do ano, ou seja, não pára nunca, daí pode-se imaginar o faturamento derivado da empreitada. Nas primeiras 12 h do dia, o fluxo é no sentido do Oceano Pacífico para o Atlântico, invertendo-se nas seguintes 12 h. Vimos um navio com containeres cruzando o canal, o mesmo pagou 230 mil dólares para fazê-lo, o pagamento deve ser feito em dinheiro e com antecedência mínima de 48h. Qualquer pessoa pode fazer a jornada através do canal, seja qual for a embarcação, até mesmo um pequeno barco a vela, neste caso, o pagamento pode ser feito por cartão de crédito, com o preço variando entre 500 e 1500 dólares.
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