|
República del Perú, nome oficial, tem como capital Lima e faz fronteira
com o Equador, Colômbia, Brasil, Bolívia e Chile, além do Oceano
Pacífico. É o terceiro maior país da América do Sul, depois do Brasil e
Argentina, com 1.285.216 km² de extensão territorial, e possui
aproximadamente 29 milhões de habitantes. Tem como oficial três idiomas,
o espanhol, o quéchua e o aimara, estes dois, indígenas. Está a 2 horas
de diferença, no seu fuso horário, em relação a Brasília. É
um país caracterizado por paisagens impressionantes, o litoral com
cidades e desertos, a Cordilheira dos Andes, onde 3 mil metros podem
surgir do nível do mar em apenas 100km e a região amazônica. Traz como
herança uma riqueza milenar de civilizações pré-colombianas e mais
recentemente da espanhola, mas, infelizmente, esta riqueza ficou para
trás, deixando um povo pobre, sofrido e que ainda sofre com o sistema
político precário, corrupção, falta de saneamento, gerando doenças,
falta de educação, um trânsito caótico e imundice por quase toda parte,
sem dúvida é um país belíssimo e sua gente muito prestativa, mas que está muito atrasado em relação
aos outros da América do Sul. Existem muitas maneiras de se viajar; de avião, ônibus, bicicleta, moto, carro, etc. Acreditamos que quem vai com o seu próprio veículo, como estamos fazendo, pode vivenciar como realmente é a vida destas pessoas, pois de avião é muito fácil chegar e caminhar pelos centros mais bonitos e usufruir do que o país oferece de melhor, mas, de carro, somos obrigados a passar por lugares terríveis e perceber realmente como tudo funciona. É muito triste para nós que conhecemos um pouco da história das civilizações antigas e sabemos que foi um povo superior, simples e guerreiro, onde o espiritual era o foco, perceber que estão muito presos a questão material! Onde ficou o espiritual? Toda vez que visitamos um país, e o Peru já não é a primeira vez, buscamos compreender a sua realidade sem mascará-la, pois a lei do pêndulo, o bem e o mal está em tudo. Visitar o Peru é, sem dúvida, maravilhoso, mas precisamos estar cientes de suas condições. "Bendito seja o amor, que é a manifestação mais perfeita da divindade!" Adonai ____________________________________________________________________________________________________________ DO DIA 16 AO DIA 23-06-07 ____________________________________________________________________________________________________________ TACNA - 16-06-07 - Sábado bonito de Sol - média de 17ºC Que dia 16!!!! As aventuras continuam!!! O que seríamos de nós se não tivéssemos que passar por tantas provas? Tacna, uma bonita cidade, com aproximadamente 220 mil habitantes, rodeada por morros, pode-se dizer que o deserto começa quando termina a cidade . Porém, como toda cidade do Peru, possui um trânsito caótico, ríamos para não chorar...
Seguimos viagem, porém não havia qualquer sinalização, fomos por um caminho que achávamos que era o certo. Tivemos que parar 3 vezes para colocar a mangueira do turbo que, a cada 2km, soltava, e, ainda, o Cláudio deixou a chave de boca cair no motor quente, não conseguimos pegá-la, ainda bem que ele tinha uma outra e, finalmente, pela terceira vez, apertamos tudo o que tínhamos direito.
Depois de andarmos uns 10 km, um policial nos parou, foi tudo tranqüilo, percebemos que quando eu mostro bem o rosto e cumprimento-os, eles são mais queridos, olharam o documento e mandaram seguir viagem. Porém estávamos no caminho errado, ou seja, tivemos que voltar mais 10km, o policial nos fez um mapinha para sairmos da cidade. Agora sim, rumo a Arequipa, pegamos mais uma noite durante nossa viagem, tudo o que não se deve fazer, e para piorar uma serrinha perigosíssima, havia poucos pontos de ultrapassagem, inclusive num deles fomos pressionados por um ônibus, não nos deixou entrar na pista e nos fez voltar, fiquei muito nervosa, mas não cheguei aos pés do Cláudio que ficou cego, totalmente irado, nunca o tinha visto assim, tentei acalmá-lo, que me dizia estar calmo, é muito compreensível, aos poucos foi realmente se acalmando, os peruanos são péssimos motoristas, terríveis, infelizmente, a grande maioria. Enfim, em Arequipa, as risadas começaram, pois o buzinaço era intenso, mas não pensem que era para nós, não! Eles buzinam para qualquer coisa, até para os buracos, e vão se enfiando em qualquer espaço, trânsito enlouquecido e a confusão até chegar ao centro histórico tamanha...
Aí sim, chegamos num Peru lindíssimo, a "Plaza de Armas", mais quatro quadras para direita, quatro para esquerda, quatro para "arriba" e quatro para "bajo", depois só bagunça...
Dormimos no mesmo hotel em que ficamos da outra vez em que estivemos aqui, fomos dar uma volta no belo centro histórico, jantar e descansar após um intenso dia 16!!!!
Para Viajantes: quem viaja de carro deve estar preparado e ter muita paciência para o excesso de veículos e falta de sinalização, quando se entra numa cidade maior, não existem placas indicando o centro, sendo fundamental conseguir um mapa o quanto antes e, também, ser ágil para ir perguntando às pessoas (que são muito prestativas mas, no início, são desconfiadas). O diesel tem praticamente o mesmo preço do Brasil, média de R$ 1,90, mas aqui ele é vendido por galão (3,75 litros - média de 11 soles) Ficar atento, ter sempre "Nuevos Soles" (moeda peruana) para os diversos pedágios (mais de 20), que são em média 7,50 soles cada um, porém as estradas não são lá essas coisas. Em alguns momentos viajamos a noite, não aconselhamos, é terrível, sem contar que não curtimos a paisagem, sem saber o que se tem de bonito... além do estresse para encontrar lugar para dormir, é sempre uma função. Ter cuidado com a polícia, primeiramente não ter medo, eles estão sempre parando, questionam de onde vem, para onde vai, pedem a documentação, carteira de habilitação e mandam seguir. É bom não dar bobeira, toda vez que tiver indicação de quilometragem é bom respeitar, geralmente isto ocorre próximo a centros urbanos, exatamente onde há um carro da polícia(Land Cruiser prata) estacionado. ____________________________________________________________________________________________________________ AREQUIPA - 17-06-07 - Domingo de Sol - média de 17ºC Bibi, fonfon, fiuuuuu, béééé, segurem aí que estamos chegando... chegando com a nossa Buuuuuuuuzzzzzzzzziiiiiiiinnnnnaaaaaa!!!!! É de enlouquecer qualquer ouvido que não está acostumado a ouvir tanta buzina na vida, pois bem, quem quer visitar o Peru, se prepare para escutar o buzinaço dos táxis, aliás, o transporte coletivo é o que faz o trânsito ser caótico, não há transporte de massa, só milhares de taxis, vans e poucos mini ônibus, é de impressionar... Isto ocorre em todas as cidades peruanas, mudar esta estrutura seria extremamente complicado, imaginem um "paro" dos taxistas!!!! Infelizmente, tínhamos que falar a mesma língua, pois as coisas só se resolviam através da buzina. E, íamos nós, beeennnnnnnn, nunca a utilizamos tanto...
Tiramos algumas fotos no centro histórico maravilhoso de Arequipa e seguimos viagem, para sair da cidade foi facílimo, nada parecido com a entrada ou igual à outra vez que demos mil voltas... seguimos para Nazca, pegamos uma estradinha extremamente perigosa, curvas cotovelos, aos montes, nas serrinhas que se seguiam umas às outras. Cada "pueblo" que cruzávamos, a mesma história, além das buzinas, esquecemos de falar dos moto-táxis triciclos que parecem mais umas charretes, a cada instante cruzava um endoidecido a nossa frente, só nos restava dar boas risadas... para eles isto é tão comum que, em nenhum momento, se acham errados...
CURIOSIDADE: FUNDO DO OCEANO PACÍFICO - OSSADA DE BALEIA Uma grande curiosidade e reflexão na nossa viagem trilhando por este magnífico deserto do Peru, foi que estávamos simplesmente passando sobre o que a milhões de anos atrás foi o fundo do Oceano Pacífico. Inclusive, passamos pelo museu Sacaco, onde há uma ossada de baleia, que possui 8m e 3,8 milhões de anos, localizada em pleno deserto de Nazca (a foto que ilustra a explicação do nosso projeto educacional). Na seqüência, passamos pelo "Cementério de Chauchilla", onde podemos ver, ainda bem preservados, cidadãos que pertenciam ao povo Nazca. Ontem viviam como nós, hoje são simples esqueletos... Por que estamos aqui? ____________________________________________________________________________________________________________ NAZCA - 18-06-07 - Segunda de Sol - nublado em Lima - média de 17ºC Dormimos no Camping "Nido del Condor" (camping e hotel 3 estrelas).
Ah! se todos os campings fossem como este! Ah! se todos os campings fossem como este! Ah! se todos os campings fossem como este! Ah! se todos os campings fossem como este! Ah! se todos os campings fossem como este! Ah! se todos os campings fossem como este!
Ele tinha um bonito lugar para acampar, restaurante, internet, sala de ginástica, piscina e um belo visual, tudo de muito bom gosto, excelente, e o melhor dormimos em nossa barraca, nosso quarto 5 estrelas, pois, para nós, o que importa são banheiros limpos...
O grande atrativo, em Nazca, são suas enigmáticas linhas gigantes feitas em seu deserto (ver Educação sem Fronteiras), costuma-se sobrevoá-las, entretanto, já fizemos este passeio numa viagem anterior, por isso, seguimos viagem!
A paisagem não muda muito desde o Chile, continuamos atravessando um grande deserto! Porém, em vários momentos, encontramos oásis que se formam em função de rios que descem da Cordilheira. Em Huacachina, na cidade de Ica, há um oásis muito interessante, um lago rodeado por dunas de areia fina e palmeiras, possuindo água sulfurosa de caráter medicinal. Realmente ele é muito bonito, e, há algum tempo, já está cercada por hotéis que o exploram.
Mais alguns quilômetros, chegamos ao pequeno Balneário de Paracas, onde está localizado o Parque Nacional de mesmo nome, desta vez não entramos, pois já estivemos por aqui em 2004, é imperdível uma visita às ilhas Ballestas e às suas praias.
Passamos por Lima, pensamos em entrar, mas, quando lembramos das buzinas e vimos o trânsito caótico nas extremidades, logo desistimos. Mesmo na carreteira Panamericana sentimos o drama de se estar em Lima. Acreditamos que não há auto-escola no Peru ou que não existam leis de trânsito, vocês não têm noção de como é dirigir neste país, principalmente em cidades grandes, eles buzinam para qualquer coisa, chamar passageiro para a van ou o táxi, para passar, para o carro que está parado a frente esperando o sinal abrir, e ainda não abriu... para nada, são loucos... quase se fica surdo, sem contar que não dão sinal para entrar ou sair, vão se enfiando em qualquer espaço, sem contar que não dão a vez de jeito algum, que país é este? Sei que estamos sendo repetitivos, mas não tem como !!! Acho que estamos ficando loucos, também....rsrsrsrsrs. O Cláudio dizia: "Não freio mais, quer vir? Venha!... o Thor está preparado, tem pára-choque duro... não saio mais...tenho buzina, óh"... bééééénnnnn, rsrsrsrsrsrs.
Realmente, achávamos que o trânsito nas cidades grandes do Brasil era caótico, o quê? É maravilhoso se comparado ao Peru!!!!! Só vivendo e passando por isso que estamos passando é que realmente se sabe do que estamos falando... não dá para imaginar... que atraso, falta de respeito, educação, enfim nos desculpem os peruanos, mas o trânsito é realmente uma bagunça...
Antes de chegarmos a Huacho, 150 km ao norte de Lima, buscamos acomodação em outras cidades, pois já havia anoitecido... mas, como não encontramos estacionamento que coubesse o nosso Thor, afinal ele é muito alto, 2.45 m... e a sugestão do gerente do hotel foi não deixar o carro exposto, pois havia perigo de ser roubado. Seguimos adiante, enfrentamos uma neblina terrível, os caminhões e ônibus transitavam pela esquerda, não davam passagem de jeito algum, no fim, tínhamos que ultrapassar pela direita, apesar de não estarmos em Londres, e, ainda, eles possuíam faróis de milha na traseira, piscavam quando nos aproximávamos, e os que vinham na pista contrária só utilizavam farol alto, não adiantava sinalizar para baixá-lo, isto é o trânsito do Peru...
Enfim, chegamos a Huacho e nos acomodamos no Hotel "La Villa", ainda bem que, até aqui, a rodovia é duplicada. Achávamos que o fato de estarmos indo rumo Norte, beirando litoral, que a temperatura fosse aumentar consideravelmente... nos enganamos. A cidade de Huacho está, mais ou menos, na mesma latitude de Aracajú (11º ao Sul) e, nem por isso, está na mesma temperatura, na parte da manhã, ainda pegamos 9ºC. ____________________________________________________________________________________________________________ HUACHO - 19-06-07 - Terça - com nuvens Este dia de viagem foi bastante tranqüilo, ou já estamos nos acostumando?... Esquecemos de dizer, mas desde que entramos no Peru, por várias vezes, fomos parados pela polícia, mas desta vez o Cláudio não precisou se indispor, pois todos foram muito simpáticos e, inclusive, nos serviram de guia... Será que é o Thor todo enfeitado que os intimida? Na Argentina e Chile da mesma forma.
Mortos de fome, resolvemos parar num paraíso chamado Balneário "Tortuga", realmente muito bonito, uma baía de águas verdes e calmas, lotada de aves marinhas... Havia alguns restaurantes, paramos num deles, pedi "Cebiche" o prato típico do Peru, e o Cláudio um "pescado con ensalada", resultado, repartimos tudo e estava muito gostoso... ...quando saí do restaurante me deu uma fortíssima dor de cabeça, nunca havia sentido igual... o Cláudio foi fotografar e, eu fiquei no carro tentando curá-la... tomei um comprimido...
Nosso dinheiro havia quase acabado e precisávamos pagar alguns pedágios, pedimos informação de onde trocar o dinheiro e o senhor do restaurante nos disse para trocarmos na cidade de Chimbote, mas que deveríamos ter cuidado, pois ela era pior do que Lima... Nossa, toda vez alguém nos diz para tomar cuidado, será que é tanto assim? Não vimos nada e, Graças, não nos aconteceu nada, por fim, trocamos o dinheiro num "Grifo" (posto de gasolina), pagamos a mais, no cartão, pelo diesel e o frentista nos deu o troco.
No início da noite, chegamos a Trujillo e optamos por ficar no litoral, dica do livro "Pé na Estrada" do Ricardo Abbamonte, Huanchaco, muito tranqüilo nesta época e próximo de todos os passeios turísticos. Ele nos indicou um hotel e um camping, perguntamos no posto onde ficavam e o frentista só conhecia o hotel, fomos ver como era e acabamos acampando no mesmo, Hostal Bracamonte... O hotel é 3 estrelas, muito bonito e confortável, mas como o nosso orçamento é justo, optamos por nossa barraca que é 5 estrelas e com um precinho especial...rsrsrs ____________________________________________________________________________________________________________
HUANCHACO/TRUJILLO - 20-06-07 - Quarta - nublado Trujillo possui 850 mil habitantes, cidade litorânea, bem mais tranqüila que Arequipa, fica a 560 km de Lima e é muito bonita para se visitar, há muitas construções do período colonial e muitos pontos turísticos para visitar. A minha dor de cabeça passou. O Cláudio acordou passando muito mal, enjôos e desarranjo, achamos que foi o cebiche... eu, também estava enjoada, mas não deu em nada, já o Mô passou o dia meio estranho. Mesmo assim, fomos conhecer as ruínas de Chan Chan, considerada a maior cidade de adobe da América pré-colombiana, era capital da cultura Chimú que viveu entre 1200 e 1400 D.C. É muito interessante o que vem nos acontecendo... perdemos totalmente a noção dos dias e tempo... temos que, várias vezes, verificar que dia é da semana, a data, enfim, tudo que envolve o tempo... Voltamos para o hotel e resolvemos trabalhar no site, pois não estávamos nos sentindo bem. Ah! Shriley, nossa querida amiga, tivemos que utilizar o soro antes do que imaginávamos... Aproveitamos que iríamos ficar dois dias aqui para colocarmos roupa para lavar... ____________________________________________________________________________________________________________ HUANCHACO/TRUJILLO - 21-06-07 - Quinta - dia nublado e fim de tarde com um maravilhoso pôr-de-sol Estávamos certos de que iríamos seguir viagem, mas o pneu do carro estava esvaziando, fomos consertá-lo e aproveitamos para conhecer o museu Arqueológico Privado "José Cassinelli Mazzei", é um acervo particular impressionante de peças feitas em cerâmica do Peru antigo, são mais de 6.000 pertencentes as principais culturas pré-colombianas (ver Educação sem Fronteiras). O guia do museu, muito simpático, nos explicou sobre cada civilização referente às peças visitadas, o mais incrível foi a múmia de um feto (mais ou menos 8 meses de idade) de um Moche (100 D.C. a 800 D.C.). Pedimos um lugar para almoçar e nos convidou para almoçar com ele e mais um funcionário do museu, uma aventura, aceitamos... Seguimos por aquelas ruas cheias de vendedores ambulantes e táxis para todo lado buzinando e paramos num restaurante simples, com comida comercial... olhamos um para outro e os nossos olhares diziam: e agora o que fazer? Começamos a conversar sobre o Peru e eles mesmos, no fim, relaxamos, pedimos uma massinha e para nossa surpresa... estava uma delícia... ufa, deu tudo certo! Depois fomos caminhando até o centro histórico, realmente muito belo, com seus casarios com janelas de madeira que se destacam, a cidade é considerada a capital cultural do Peru, é riquíssima quando se trata de civilizações antigas (ver Educação sem Fronteiras). Voltamos ao estacionamento do museu, onde deixamos o nosso carro, o pegamos e fomos conhecer Huaca del Sol e Huaca de la Luna eram utilizados como templos cerimoniais e religiosos que faziam referências ao sol e à lua. Aberto a visitação somente a "Huaca de la Luna"; é um precioso templo com pinturas coloridas (em restauração), do povo Moche, caminhamos sobre as ruínas e nos sentimos naquele tempo antigo, há séculos atrás... como deveria ser tudo isto? No fim da tarde, o sol resolveu aparecer e fomos à praia ver o belíssimo pôr-do-sol, realmente constatamos como Huanchaco é bonita e charmosa, sua praia extensa boa para surf, recebe turistas de toda parte, ainda se pode dar uma voltinha num barco feito de Totora, um tipo de palha, que os nativos usam até para surfar. Fomos muito bem recebidos no Hostal em que ficamos, o povo peruano é muito querido... Conhecemos, no jantar, uma senhora francesa, muito simpática, o Cláudio adorou, conseguiu colocar em prática o seu francês, era tão bonito vê-los conversando, às vezes conseguia entender alguma coisa, mas, no geral, fiquei "boiando"... olha aí a importância da língua!!!! Ela é guia turístico no Peru, disse que se ganha mais aqui do que na França, como guia... conhece todo o mundo, é um poço infinito de informação... nos deu muitas dicas importantes sobre Galápagos, no Equador, nos mostrou um DVD, fotos, mapas, lugar onde ficar, agência para o passeio, tudo o que necessitávamos, e como foram importantes suas informações... Uma dica importante que nos deu foi que numa viagem como a nossa precisamos dedicar alguns dias para descanso, já constatamos isto e na hora oportuna o faremos... ____________________________________________________________________________________________________________ HUANCHACO/TRUJILLO - 22-06-07 - Sexta - dia nublado Fomos olhar o nosso cronograma da viagem e vimos que estamos 8 dias atrasados... agora vamos ter que apurar um pouco, pois não queremos deixar nenhum país para trás... Seguimos viagem rumo a Tumbes... Atravessando o litoral norte do Peru, fomos vendo a transformação da paisagem, começamos a ver mais vegetação, rios mais caudalosos, percebemos que o norte também é bem mais povoado, atravessávamos diversos "pueblos". Muitas plantações e quanto mais chegávamos ao norte, mais tranqüilidade apesar de nos parecer mais populoso. Há mais sinalização, mas, mesmo assim, tivemos que perguntar algumas vezes se estávamos indo no caminho certo. Chegamos numa charmosa e "mui rica" cidade de Mâncora, restaurantes bem transados, hotéis para todos os gostos. Fomos almoçar às 18h num restaurante italiano muito bonito... Apelidamos a cidade de a "Pipa Peruana", pois lembra bastante o estilo de Pipa (RN), no Brasil. As pessoas e turistas têm o mesmo estilo, meio hippies, surfistas, gente bonita e de toda parte do mundo. Pela primeira vez sentimos um ar quente, agradável, cheiro de verão, praia, sol, mar, calor.... uau, isto é bom demais!!!! Ficamos espantados, um lugar alternativo que não tem camping... fomos nós procurar hotel. Ficamos num simples, porém de frente pro mar, aliás, na areia da praia, com um visual fantástico, até me deu um medinho... lembrei do tsunami... Mas que delícia dormir ao som das ondas...O Cláudio já logo disse, que tentação... estarmos aqui e não podermos curtir tudo isto, pois temos que embarcar o nosso carro, senão não conseguiremos chegar a tempo ao Alaska, a tempo de tocar o Mar Ártico... até viajando se tem hora, pode? Estamos cada vez mais nos aproximando da linha do Equador... ____________________________________________________________________________________________________________ MÂNCORA - 23-06-07 - Sábado lindo de sol - estamos de frente para o mar Acordamos admirando a linda praia de Mâncora, com suas águas transparentes e mar calmo. Passamos a manhã, ora eu tomando sol e o Cláudio trabalhando no site, ora o contrário. Depois fomos almoçar na praia de Punta Sal, também muito bonita, mas gostamos mais de Mâncora e, de lá, seguimos rumo ao Equador... Como será este país? Surpresa para nós! Fomos margeando o belo litoral até Tumbes, última cidade do Peru. Fizemos o trâmite de saída que foi tranqüilo, lá encontramos um carro de Blumenau com 3 homens que estão indo assistir a Copa América na Venezuela, que acontece no final deste mês. E toda vez que tínhamos que parar para os trâmites (imigração de saída, 2 aduanas, imigração de entrada) nos encontrávamos, num destes encontros nos contou que só em um dia foi parado 7 vezes por policiais e em todas as vezes, teve que deixar uma propina, no total U$300 (trezentos dólares), estavam revoltados, e só pagaram por inexperiência e medo, acabaram cedendo às mentiras e invenções dos policiais que o fazem para ganhar um troquinho e que troquinho... Nós, também, fomos parados diversas vezes, mas, desta vez, não tivemos quaisquer problemas, os policiais eram até simpáticos e nos serviram de guia, isto foi uma surpresa, pois já estávamos preparados para o atrito, já que, de forma nenhuma, pagamos propina, seja a quem for. Quando nos aproximamos da fronteira com o Equador, levamos um grande susto, parecíamos estar no Paraguai, havia camelôs por toda parte, gente no meio da rua, não dava para andar com o carro, inclusive, nem a aduana enxergávamos tamanha era a multidão. Se vendia de tudo, até carne exposta... Depois seguimos para a imigração, 2 km adiante, não havendo qualquer indicação. Finalmente, após meia hora, entramos no Equador e seguimos por uma péssima estrada e trânsito pesado a Machala. Para compensar, no caminho, fomos brindados com mais um belo pôr-do-sol...
|
|
EDUCAÇÃO SEM FRONTEIRAS EL NIÑO É o famoso e tão difundido fenômeno oceânico e atmosférico localizado no Oceano Pacífico, o qual aparece, de forma inusitada, ao longo da Costa Ocidental do Equador e Peru, o que provoca grandes alterações climáticas a nível global. Inclusive aqui no Peru, o país foi bastante afetado, prejudicando a economia pesqueira e a fauna marinha.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL Desde o Chile ao Peru percebemos que, ao longo das estradas, havia muito lixo, principalmente garrafas e sacos plásticos os quais levam anos para se decomporem. Devemos prestar muita atenção, o lixo deve ser jogado no lixo! Senão, o que será do nosso planeta?
CULTURA INCA E OUTROS POVOS ANTIGOS Os peruanos apresentam uma diversificação muito grande na sua herança cultural, foram muitas civilizações pré-colombianas, dentre elas: A Cultura Chavín (1.500 A.C. a 500 A.C.) - a partir desta cultura a sociedade andina alcançou um alto grau de desenvolvimento, sendo forte em quase todo território peruano, produto e resultado da difusão religiosa. A Cultura Salinar (500 A.C. a 100 A.C.) - tem uma forte influência da Cultura Chavín, isto é visível em suas produções artísticas, as cerâmicas. A Cultura Virú (200 A.C. a 200 D.C.). A Cultura Moche (100 D.C. a 800 D.C.), a região a qual visitamos é berço da cultura Moche, vales de Chicama e Trujillo, a base de sua economia foi a agricultura por irrigação através de reservatórios e aquedutos que construíram. Utilizavam guano (fezes das aves) como fertilizantes. Formaram uma sociedade complexa com um comércio muito ativo, a pesca e a domesticação de animais para completar a sua economia. A Cultura Cajamarca (200 A.C. a 600 D.C.). A Cultura Nazca (200 D.C. a 700 D.C.), junto com a Moche é uma das mais representativas do antigo Peru. A sua economia também tinha como base a agricultura, pesca e gado. Bem caracterizada por suas grandes cidades funerárias, casas subterrâneas, pirâmides para uso cerimonial e seus inigualáveis tecidos. A Cultura Recuay (200 D.C. a 700 D.C.), a Cultura Huari (800 D.C. a 1000 D.C)., a Cultura Chancay (1100 D.C. a 1400 D.C.), a Cultura Chimú (1100 D.C. a 1450 D.C.) possui a maior cidade de Adobe da era pré-colombiana. E, enfim, a Cultura Inca (1400 D.C. a 1532 D.C.), o povo Inca foi um dos mais desenvolvidos e conhecidos por todo o mundo, um povo extremamente criativo, e uma de suas mais fortes expressões artísticas foram seus templos, palácios e fortalezas estrategicamente localizados, como Machu Picchu. Considerados agricultores avançados, sempre buscavam obter o máximo proveito, utilizavam "terrazas" de cultivo para aproveitar as ladeiras dos morros. A religião teve um caráter de grande importância. O Deus supremo dos Incas era o Viracocha, criador e senhor de todas as coisas vivas. Outros grandes deuses da criação e da vida foram, Pachacamac, o Deus do Sol e Pachamama, a Deusa da Lua. Os rituais incas estavam sempre relacionados a questões agrícolas e de saúde.
ÁGUA FERVENTE Quando acampamos no P.N. Volcán Isluga, Chile, a 4000msnm comprovamos algo interessante: ao prepararmos o café da manhã, reparamos que o leite fervia a uma temperatura muito baixa, se demorássemos muito para bebê-lo, já estaria frio, isto se deve a uma menor pressão atmosférica nesta altitude, havendo maior facilidade para que as moléculas se separem. Nos fez lembrar uma passagem do livro "O Medico de Lhasa" de Lobsang Rampa, acostumado a viver nas altitudes tibetanas, o referido lama queimou-se ao beber um chá quando estava ao nível do mar, já que estava acostumado a fazê-lo desta forma em Lhasa, onde a água fervia a 60°C.
LÍNEAS DE NAZCA Um dos maiores mistérios do planeta, talvez apenas superado pelo enigmático Triângulo das Bermudas, são figuras artísticas gigantes impressionantes! Só podem ser vistas sobrevoando-as. Cientificamente, não se sabe , até hoje, como e porque foram construídas, existem muitas teorias, mas, como já dizia Goethe, "toda teoria é cinza, só é verde a árvore de dourados frutos que é a vida", melhor seria buscar as verdades a ficar criando suposições, há muito mais por detrás destas linhas que a mente humana pode imaginar. Elas estão localizadas no deserto de Nazca numa extensão de 500 km², foram descobertas pelo arqueólogo Paul Kosok. Elas representam aves, flores, lagartos e outras criaturas importantes para aquela antiga civilização (200 D.C. a 700 D.C.). É um mistério que fascina, e sobrevoá-las é um passeio único! Vale a pena!
|